quarta-feira, 21 de Outubro de 2015 11:20h Agência Minas

Seminário discute controle e prevenção do câncer de mama e câncer de colo do útero

Em sintonia com o Outubro Rosa, evento teve representanes da SES-MG, Ministério da Saúde, INCA e Regionais de Saúde

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) realizou nesta quarta-feira (21/10), em Belo Horizonte, o "I Seminário Saúde da Mulher: Diretrizes para Boas Práticas". O evento faz parte da programação da campanha do Outubro Rosa e tem como objetivo discutir as ações estaduais para o controle e prevenção do câncer de mama e do câncer de colo do útero. O seminário contou com a participação de representantes do Ministério da Saúde, do Instituto Nacional do Câncer (INCA) e profissionais das Regionais de Saúde do estado.

Segundo a coordenadora de Saúde da Mulher e Rede Cegonha da SES-MG, Ana Cardoso, é preciso discutir ações voltadas para o autocuidado na prevenção do câncer de mama e do câncer de colo do útero. “O tema mais importante que estamos tratando durante a campanha do Outubro Rosa é o autocuidado e o empoderamento da mulher sobre o próprio corpo. É preciso disseminar as informações necessárias para que nós mulheres possamos cuidar da nossa saúde e sermos donas do nosso destino”, afirma.

De acordo com a superintendente de Redes de Atenção à Saúde, Ana Augusta Coutinho, é preciso avançar nas discussões sobre o diagnóstico precoce e tratamento. “Temos a missão de discutir todas as questões que envolvem o câncer de mama e o câncer de colo do útero, mas é preciso enfatizar o acesso da mulher ao tratamento e diagnóstico”, disse. 

O câncer de mama é o que mais atinge as mulheres mineiras. Segundo estimativas do INCA, em 2014 eram esperados 5.210 novos casos da doença no estado. Durante o seminário, a médica especialista em Ginecologia e Obstetrícia Marta Carrijo falou sobre sua experiência pessoal com o câncer de mama, diagnosticado e curado. “Tive uma nova oportunidade de viver. Agora estou aprendendo a valorizar as minhas percepções, sentimentos e emoções, ancorada naquilo que tenho de único: meu corpo”, conta. 

A representante INCA, Maria Beatriz Dias, falou sobre as estratégias para diagnóstico precoce do câncer de mama e de rastreamento. “Existem algumas estratégias que são importantes para o diagnóstico precoce do câncer de mama. Entre elas está o conhecimento do próprio corpo e dos sinais de alerta para o câncer. Além disso, é necessária a identificação de sinais e sintomas de alerta já na Atenção Primária à Saúde, com encaminhamento urgente. É importante que o diagnóstico dos casos suspeitos seja feito no menor tempo possível” explica. 

Entre os principais sintomas para o câncer de mama estão o endurecimento na mama e o surgimento de nódulo único, não doloroso. Também pode ocorrer deformidade ou aumento da mama, retração da pele ou do mamilo, gânglios axilares aumentados, vermelhidão, edema, dor e a presença de líquido nos mamilos.

Durante o seminário, foram debatidas as estratégias para diagnóstico precoce da doença em pacientes que já apresentam sintomas e também para o rastreamento do câncer em mulheres assintomáticas. O diagnóstico precoce submete mulheres com sinais e sintomas da doença à realização de exames para identificar o câncer em estágios iniciais. Já o rastreamento submete mulheres que não apresentam nenhum sintoma da doença à realização de exames para identificar lesões precursoras ou câncer em estágios iniciais.

Em Minas Gerais, a recomendação para as mulheres de 40 a 49 anos é a realização do exame clínico das mamas e da mamografia, conforme indicação da equipe de saúde e protocolos de rastreamento. Para mulheres de 50 a 69 anos a recomendação é a realização do exame clínico das mamas, conforme indicação da equipe de saúde e da mamografia de rastreamento de 2 em 2 anos.

 

 

Créditos: Carlos Alberto/Imprensa MG

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