sábado, 30 de Abril de 2011 12:25h

Seminário discute dengue na Saúde Coletiva

Conhecer para transformar. Este foi o mote de um seminário promovido pela Associação Mineira de Saúde Coletiva (AMEP) para discutir a dengue em Minas e no Brasil.

 

Conhecer para transformar. Este foi o mote de um seminário promovido pela Associação Mineira de Saúde Coletiva (AMEP) para discutir a dengue em Minas e no Brasil. O evento foi realizado nesta sexta-feira (29), no auditório do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), em Belo Horizonte. Foram discutidos os desafios para controle da doença, com perspectivas históricas; o enfrentamento da dengue no país, discutindo panoramas e diretrizes nacionais, bem como no cenário do Estado; e ainda a relação da enfermidade com a questão ambiental, um debate sobre o Programa Nacional de Controle da Dengue e a discussão sobre introdução da vacina. Além de membros da AMEP, participaram técnicos do Ministério da Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte e da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG).

 

O superintendente de Epidemiologia da SES, Francisco Lemos, fez uma avaliação positiva do encontro. “Mantivemos uma discussão interessante, abordando temas que se encontram atuais. Apesar de ainda não apresentarmos novidades, pudemos constatar que, apesar dos problemas, o Programa de Combate à Dengue vem avançando no Brasil e, repercutindo esta tendência, também em Minas Gerais e na capital”, declarou.

 

 

De acordo com Lemos, o aumento dos casos registrados nos últimos dois anos estão relacionados à situações conjunturais, que vão da questão climática, com combinação de temperaturas mais elevadas e índices de chuva maiores, até a circulação de tipos de vírus de epidemias anteriores.

 

Francisco Lemos ressalta que neste ano, apesar dos números apresentarem queda, comparando-se com o ano passado, isto não quer dizer que a guerra contra a dengue foi vencida. “Ainda temos situações que podem favorecer a transmissão. Por exemplo, estima-se que em Belo Horizonte, apenas 20% da população tenha anticorpos contra os três tipos de vírus que circula na Região Metropolitana. Ou seja, um grande contingente populacional está suscetível a adoecer. Não podemos baixar a guarda. Temos que nos manter vigilantes”, destacou.

 

 

Um dos desafios apontados pelo superintendente é a redução de epidemias de larga escala e reduzir as taxas de letalidade da dengue. “Para isso, apostamos na capacitação dos profissionais, na melhoria do diagnóstico e no manejo clínico adequado do paciente para que estas mortes sejam evitadas”.

 

O técnico ainda lembrou que as ações governamentais devem ser acompanhadas da vigilância da população para evitar focos do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. “Além disso, por existirem quatro tipos de vírus, as pesquisas dificilmente produzirão uma vacina eficiente em curto espaço de tempo. Por isso, devemos enfrentar a dengue da melhor forma até o momento, com estratégias integradas e com foco na prevenção”, declarou.

 

 

Dengue em Minas

 

Até abril de 2011, foram notificados em Minas 30.284 casos de dengue, o menor número para os primeiros quatro meses do ano desde 2006. Comparando-se com 2010, houve redução de 84% para o mesmo período. A taxa de letalidade também diminuiu, na comparação de janeiro a abril entre 2010 e 2011. Ano passado apresentou 18,6% contra 1,9% até o momento.

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