quinta-feira, 6 de Outubro de 2011 10:57h Sarah Rodrigues

Servidores do judiciário fazem nova paralisação

Durante todo o dia de ontem (05), os trabalhadores das Justiças Federais, do Trabalho, Eleitoral e Militar de todo o estado fizeram uma nova paralisação reivindicando reajuste salarial e é também uma maneira de fazer pressão pela aprovação do projeto de lei que reestrutura o plano de cargos e salários da categoria (PCS).A paralisação foi decidida em assembleia no último dia 29, quando houve a primeira manifestação.


Em Divinópolis, no Fórum da Justiça do Trabalho, no setor de distribuição, segundo a trabalhadora judiciária Luciene Bernardes da Silva, somente foram recebidas liminares e petições e prazos peremptórios, que estavam vencendo. Em cada setor do Fórum, os serviços especializados foram diminuídos. Somente as audiências foram realizadas, pois os juízes fazem parte da classe dos magistrados.


Segundo a assessoria de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal do Estado de Minas Gerais (Sitraemg) o movimento está firme, principalmente nas cidades de Divinópolis, Belo Horizonte, Juiz de Fora, São João Del Rey, São Lourenço, Uberaba, Uberlândia, Araxá, Montes Claros. A comunicação informou que durante a última paralisação realizada no dia 29 em Uberlândia, os trabalhadores além de participarem do movimento ainda participaram de um seminário de orçamento com deputados onde apresentaram as propostas e pediram apoio à causa.


Outra questão apontada pela assessoria é que os trabalhadores da justiça federal, que em outras campanhas mostraram-se ressabiados, agora aderem a campanha, principalmente na capital. Os trabalhadores das justiças eleitoral e do trabalho também estão firmes na campanha.

 

 

MOVIMENTO


A partir de 12h30 em frente prédio do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) na rua Mato Grosso em Belo Horizonte trabalhadores judiciários se reuniram em uma nova assembleia para chamar a atenção das autoridades. Na última paralisação, mais de mil trabalhadores se concentraram e decidiram pela paralisação de ontem.


O objetivo da paralisação dos servidores é chamar a atenção do governo Federal e do Congresso Nacional. Segundo os servidores a iniciativa pede que as autoridades aprovem de forma urgente o Projeto de lei 6613/2009, que trata de reajuste salarial, em tramitação na Câmara dos Deputados desde 2009.


Em nota divulgada pelos servidores à população eles explicam o motivo da paralisação. “Esclarecemos que tivemos o nosso último reajuste salarial ainda em 2006 e que nossa revisão salarial não gerará impacto orçamentário imediato para os cofres da União, pois, caso o projeto seja aprovado, será implantado em parcelas que serão divididas ao longo dos exercícios de 2012 e 2013. Por outro lado, o governo Federal, enquanto se nega a pagar o nosso PCS, reserva quantias vultosas para pagamento da inesgotável dívida pública, para ajuda ao empresariado e para socorro a banqueiros que fomentam a crise econômica mundial”, afirma.


Os trabalhadores também reivindicam a rejeição do projeto de lei Complementar n° 549, de 2009 (PLP 549/2009), de iniciativa do Poder Executivo. “A aprovação desse projeto implicará o congelamento dos salários de todos servidores públicos do país, até 2019, e impossibilitará a contratação de novos servidores em todas as áreas de atuação do poder público, cerceando a população do acesso a serviços essenciais como educação, saúde, segurança, transporte e justiça. Tudo isso, para garantir mais de 1 trilhão de reais para a realização da Copa do Mundo de 2012 e as Olimpíadas de 2016 no Brasil”, avalia a nota.


Na carta aberta à população os servidores pedem ao cidadão o apoio à aprovação do PL 6613/2009.
 

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