quinta-feira, 10 de Maio de 2012 14:01h Marina Alves

Servidores Federais estão aderindo a paralisação por melhorias nas condições de trabalho

Escolas e Universidades Federais de todo o país estão aderindo à paralisação dos servidores e professores das instituições em todo o país. A paralisação, já ocorrida no final do mês de abril foi iniciativa da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra), e já estava prevista no plano de lutas da Federação.
Segundo o plano de lutas da Fasubra, as negociações entre os técnicos Administrativos e representantes do governo não tiveram resultados satisfatórios. A Fasubra pretende encerrar as negociações e conseguir os benefícios requeridos antes do plano orçamentário de 2013, para que as mudanças e melhorias cedidas aos técnicos administrativos possam passar a valer ainda neste ano. O prazo final instituído pela Fasubra é em 30 de maio.

Paralisação em Divinópolis

Em Divinópolis, as federais também aderiram a paralisação prevista para os técnicos administrativos. No Cefet, houve a paralisação dos Técnicos Administrativos de toda a escola estão paralisados desde ontem, seguindo o cronograma do plano de lutas da Fasubra, que previa a paralisação dos técnicos nas datas de 09 e 10 de maio.
Hoje, na instituição, será realizada uma reunião com um advogado, representante do sindicato, com os técnicos administrativos da escola técnica federal. O objetivo da reunião é esclarecer aos funcionários que aderiram a paralisação sobre as dúvidas referentes à paralisação, as reivindicações feitas pelos funcionários e o plano de lutas da Fasubra, que está sendo seguido pela instituição.
Segundo Aldo Simões, auxiliar administrativo do Cefet em Divinópolis, os dois dias de paralisação dos técnicos administrativos irão afetar vários setores da escola: “setores como a enfermagem, de registro escolar, de manutenção, entre outros não irão funcionar, pois estes setores são compostos por técnicos administrativos”, conta Aldo.
Entre as reivindicações dos servidores de escolas federais, estão o reajuste salarial, a equiparação dos salários dos técnicos administrativos de acordo com o setor de trabalho, as reposições que devem ser feitas para os aposentados e outras reivindicações. Aldo comenta que entre os problemas trabalhistas está o reajuste salarial, que não possui data certa para acontecer: “Normalmente o reajuste salarial deveria ser feito de ano em ano, de acordo com a inflação. Porém isso não acontece, e nós queremos resolver o mais rápido possível essa questão, para que o aumento saia ainda esse ano, e não após a Lei Orçamentária de 2013”.
A paralisação está acontecendo somente para os funcionários que são técnicos administrativos, e as aulas continuam normalmente. Porém, os professores deverão também aderir à greve, caso suas reivindicações não sejam atendidas pelo Governo. Os professores possuem outro sindicato, que também está se organizando para realizar paralisações se as negociações salariais e trabalhistas não forem atendidas.

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