sábado, 16 de Janeiro de 2016 04:07h JOTHA LEE

Servidores públicos estaduais ameaçam greve geral por atraso nos salários

Categoria marca primeira manifestação para 2 de fevereiro

O governador Fernando Pimentel (PT), em pouco mais de um ano á frente do governo, poderá enfrentar a primeira grande greve dos servidores estaduais. O atraso dos salários de janeiro e o possível escalonamento da folha a partir de abril, são os motivos que levaram os servidores a iniciar uma grande mobilização essa semana e preparar uma grande paralisação por tempo indeterminado, caso não haja um acordo com o governo.


A categoria ameaça greve geral com comprometimento da segurança pública, inclusive durante as comemorações do Carnaval. Foi rejeitada a proposta do governo de Minas Gerais de pagar com atraso os salários até março e escalonar a folha após o primeiro trimestre. Em reunião na quarta-feira, entidades representativas de várias categorias dos servidores públicos - entre elas policiais civis, militares, delegados, professores e agentes de saúde – definiram nova manifestação para o dia 2 de fevereiro.  A categoria fará uma paralisação de 24 horas em todo o Estado, com uma grande concentração na Praça da Assembleia, em Belo Horizonte. Também já fico decidido que no dia 27 de fevereiro haverá nova paralisação de 24 horas


Na terça-feira ocorreu uma reunião entre representantes dos servidores e o secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Helvécio Magalhães. Na ocasião, foi apresentado o cronograma de pagamentos dos salários até março. O governo propõe pagar o salário integral até o 8ª dia útil de fevereiro e março. A partir de abril, o pagamento passa a ser escalonado, com cada faixa salarial recebendo em um determinado dia do mês. A proposta do governo não foi bem recebida pelas entidade representativas do funcionalismo estadual, o que impediu um acordo.


O que chamou a atenção foi a reação dos representantes dos servidores da força de segurança, que incluem bombeiros e policiais militares e civis. A categoria deixou claro que se o salário for escalonado, a segurança no Estado ficará comprometida. Já os policiais civis, através da associação que representa a classe, informou que vai paralisar as atividades todos os meses a partir do 5º dia útil, até o pagamento dos vencimentos.

 


PACIÊNCIA
Durante solenidade de entrega de viaturas ao Corpo de Bombeiros, Fernando Pimentel pediu paciência aos servidores, diante da crítica situação financeira do Estado. “Nosso compromisso é manter os salários em dia, é pagar os servidores aquilo que eles merecem de maneira adequada, dar segurança ao servidor público. Para isso, precisamos de um pouco de compreensão porque o nosso fluxo de caixa está baixíssimo, caiu demais a arrecadação, então, estamos fazendo todo o esforço para não prejudicar o serviço público para a população de Minas Gerais”, garantiu.


O deputado estadual Sargento Rodrigues (PDT), que participou da reunião das entidades representativas dos servidores estaduais, disse que por enquanto a categoria só está começando a mobilização. “Hoje nós estamos fazendo apenas um aquecimento para as mobilizações que vamos fazer”, disse.


Em relação ao atraso dos salários, Rodrigues ressaltou que o Governo teve um ano para planejar, mas o Governador foi a público e disse que teve um problema de caixa devido ao pagamento de duas folhas em dezembro. “Qual é o Governador que não sabe disso? Se o governo teve um ano para acertar suas contas, cortar gastos e arrumar a casa, não é em cima do servidor que ele vai cortar. Nós não podemos aceitar prazo, e muito menos parcelamento, porque daqui a pouco nós mobilizaremos para buscar o reajuste salarial de toda a categoria. O Governo sabe onde cortar, se não cortou ainda é incompetência. O que ele não pode fazer é cortar o salário dos servidores públicos”, destacou.

 

Créditos: Assessoria

 

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