sexta-feira, 14 de Setembro de 2012 08:55h Gazeta do Oeste

Só 22 cidades mineiras terão verba do Governo Federal para chuva

Apenas 22 municípios mineiros receberão recursos federais destinados a obras de engenharia para prevenção de desastres naturais decorrentes do período chuvoso. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (13) durante audiência pública convocada pela Comissão das Enchentes da Assembleia Legislativa.

 

As cidades contempladas, que representam apenas 2,6% dos 853 municípios do estado, são as únicas que apresentaram levantamentos e projetos concretos de ação para o período chuvoso. “Infelizmente não ficaremos livres das enchentes, dos deslizamentos e dos milhares de desabrigados em função das chuvas”, afirmou o presidente da comissão, deputado Arlen Santiago
 

Investimento


Dos R$ 2,8 bilhões destinados aos municípios cariocas e mineiros atingidos por enxurradas, enchentes, alagamentos e deslizamentos de encostas em 2011, R$ 850 milhões serão investidos em Minas Gerais.



A proposta do deputado Arlen Santiago é de que seja criada uma central de projetos em nível estadual para reunir os problemas e levar ao Governo federal as propostas individuais de cada município atingido.
 

O subsecretário de infraestrutura da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), Bruno Oliveira Alencar, não informou quais cidades de Minas serão contemplados com o aporte liberado pelo Governo federal. Ele adiantou apenas, que as cidades beneficiadas estão “pulverizadas pelo estado”. Quatro delas são da região da Grande BH e as demais no interior do estado. Alencar informou que o anúncio do nome dos municípios deverá ser feito oficialmente pelo Governo federal.
 

Até às 20h30 desta quinta-feira, o Ministério das Cidades não havia informado quais são as cidades de Minas a serem beneficiadas pelos recursos repassados pelo governo.


Balanço


No ano passado, em todo o estado, 1.436 casas foram destruídas pelas chuvas e 23.831 ficaram danificadas. Além disso, 886 pontes foram destruídas, 106.618 pessoas ficaram desalojadas, 9.594 desabrigadas, 6.321 feridas e 20 morreram.



As reuniões da Comissão Especial das Enchentes foram realizadas há dois meses e têm como objetivo acompanhar as obras de reconstrução dos locais mais afetados pelas enchentes.

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