quarta-feira, 1 de Agosto de 2012 15:57h Gazeta do Oeste

Supermercados não vendem sacola, mas também não dão

O consumidor que for hoje às compras nos supermercados de Belo Horizonte e esquecer de levar a sacola retornável pode ser obrigado a carregar a mercadoria literalmente nas mãos ou comprar uma de pano, que é bem mais cara. A Associação Mineira de Supermercados (Amis) informou ontem que irá cumprir a decisão do Ministério Público Estadual de proibir a venda das sacolas ecológicas, as compostáveis, a partir de hoje. No entanto, enfatizou que a distribuição gratuita do material não é obrigatória.

Segundo o presidente da Amis, José Nogueira, a cada empresa caberá, individualmente, estabelecer as ações necessárias para o cumprimento da decisão do Ministério Público. O Super Nosso da Cidade Nova, por exemplo, já não vendia as sacolas retornáveis ontem, ou melhor, recolheu todas elas. Um gerente do estabelecimento informou que a determinação de não disponibilizar as sacolas havia sido passada pela direção da rede a todas as lojas.

"Como eu vou fazer para levar toda essa compra para casa?", questionava, indignado, o comerciante Wilson Araújo, 69, enquanto exibia, em frente ao supermercado, os produtos para café da manhã que havia adquirido. A assistente social Fernanda Patrocínio, 46, também estava indignada com a falta das sacolas no supermercado. "Eles tomam a decisão e o público que se dane. Estão tentando manipular o consumidor", disse, com os produtos também nas mãos.

O gerente do estabelecimento informou que estavam sendo disponibilizadas algumas caixas para os consumidores. Além de sacolas retornáveis, vendidas, cada uma, a R$ 3,99.

Prazo. Ontem, a Amis solicitou ao Ministério Público um prazo de 20 dias
para que a decisão de não vender mais as sacolas fosse cumprida. O promotor Amauri Artimos da Matta, entretanto, optou por manter a data de 1º de agosto.

O estabelecimento comercial que descumprir a determinação, ou seja, vender as sacolas ecológicas, estará sujeito a multa de R$ 556 a R$ 8 milhões, de acordo com o faturamento da empresa. Além disso, irá responder a processo administrativo.

A substituição das sacolas plásticas pelas ecológicas foi determinada pela Lei Municipal número 9.529, de 18 de abril de 2011.

Desde então, de acordo com a Amis, os 900 supermercados de Belo Horizonte - 300 empresas - registraram uma redução de 97% no consumo diário de sacolas. O índice caiu de 450 mil para 13 mil unidades/dia.

Segundo a Amis, o uso das sacolas acontece em pequenas compras não programadas, ou quando o consumidor se esquece de levar as retornáveis.

 

 

 

 

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