quinta-feira, 13 de Novembro de 2014 09:43h Atualizado em 13 de Novembro de 2014 às 09:51h. Lorena Silva

Suspeita de Febre Chikungunya é descartada em Nova Serrana e Pitangui

Dez casos da doença continuam sendo investigados em Minas Gerais

Os casos suspeitos de Febre Chikungunya que estavam sendo investigados nas cidades de Nova Serrana e Pitangui foram descartados durante essa semana. A informação foi repassada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Minas Gerais, que apontou ainda que o Estado possui ambos os transmissores da doença em mais de 80% dos municípios mineiros.
De acordo com a SES, em Minas Gerais, subiu para 40 o número de casos suspeitos da doença, sendo que dois já foram confirmados – nas cidades de Coronel Fabriciano e Matozinhos. Outros 28 já foram descartados e dez continuam sendo investigados, sendo um caso nos municípios de Coronel Fabriciano, São Francisco de Paula, Timóteo, Medeiros, Pimenta, São Lourenço, São João do Oriente, Lavras e dois em Belo Horizonte.

 

 

NO PAÍS
Uma atualização do Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (Liraa) divulgada na segunda-feira pelo Ministério da Saúde apontou que até o último dia 25 foram registrados 824 casos de Febre Chikungunya no Brasil, sendo 151 confirmados por critério laboratorial e 673 por critério clínico-epidemiológico.
O Levantamento ainda constatou que, deste total, 39 são casos importados de pessoas que viajaram para países com transmissão da doença, como República Dominicana, Haiti, Venezuela, Ilhas do Caribe e Guiana Francesa. Os outros 785 foram diagnosticados em pessoas sem registro de viagem internacional para países onde ocorre a transmissão.

 

 

A DOENÇA
O agente transmissor da Febre Chikungunya é o mosquito Aedes aegypti – o mesmo causador da Dengue – e o Aedes albopictus. O vírus é transmitido pela picada da fêmea de mosquitos infectados e circula em alguns países da África, Ásia e América. O termo Chikungunya significa “aqueles que se dobram” em swahili, um dos idiomas da Tanzânia, e se refere à aparência curvada dos pacientes que foram atendidos na primeira epidemia documentada no país.
Os sintomas da doença são semelhantes aos da Dengue, sendo eles febre acima de 39 graus, dores intensas nas articulações de pés e mãos (dedos, tornozelos e pulsos), dor de cabeça, dor nos músculos e manchas vermelhas na pele. Os sintomas aparecem de dois a dez dias após a picada do mosquito, podendo chegar a doze dias.

 

 

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