sexta-feira, 28 de Janeiro de 2011 00:00h

SVS apóia seminário de mobilização contra hanseníase


Secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, e o cantor Ney Matogrosso participam do evento, promovido pelo Morhan e Prefeitura de Betim

Discutir como enfrentar a hanseníase, abordando temas como a descentralização do atendimento aos pacientes, políticas de assistência e diagnóstico clínico, entre outros, é a pauta do Seminário de Enfrentamento da Hanseníase em Betim: Descentralizar para Combater, que ocorre hoje (27) e amanhã (28) em Betim (MG). O objetivo do seminário, em sua segunda edição, é estimular a divulgação de informações e o debate sobre a doença na semana do Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase, marcado para este domingo (30). O evento é promovido pelo Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) e Prefeitura de Betim, com o apoio da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerias (Fhemig).

O seminário contará com a participação do secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, que, na sexta-feira, integrará a mesa sobre “Cultura, Saúde e Movimentos Sociais”. O cantor Ney Matogrosso, parceiro do Morhan e do Ministério da Saúde na luta contra o preconceito associado à doença, também participará do seminário nesta sexta e fará uma apresentação no sábado (29), às 21hs, na Praça da Matriz da Casa de Saúde Santa Izabel.

Em Betim, diversas atividades vêm sendo realizadas desde o dia 23 de janeiro, quando teve início a mobilização contra a hanseníase. A Casa de Saúde Santa Izabel foi escolhida por ter sido um antigo hospital colônia e ser a mais antiga unidade de cuidado aos pacientes portadores de hanseníase no estado de Minas Gerais.

DESAFIOS – No Brasil, a hanseníase representa um grande desafio em saúde pública, embora o país tenha avançado na redução do número de pessoas infectadas. Dados da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) mostram uma redução de 27,5% dos casos novos de hanseníase entre 2003 e 2009, passando de 51.900 casos para 37.610. No mesmo período, o total de casos por 100 mil habitantes na população geral passou de 29,37 para 19,64, o que representa uma redução de 49,5%.

O Brasil deve ampliar e fortalecer ações de enfrentamento à doença e reafirmar o compromisso de eliminação da hanseníase. Para 2011, alguns dos desafios são: expandir a mobilização social para superação do estigma e preconceito contra a doença, ainda presentes na sociedade e mesmo entre profissionais de saúde, e continuar o fortalecimento da gestão participativa e descentralizada para melhoria do acesso aos serviços e da qualidade da atenção. Além disso, as ações devem focar na detecção precoce dos casos novos e na vigilância de contatos, evitando, assim, sequelas e incapacidades.

Para estimular a procura pelo diagnóstico da doença, o Ministério da Saúde veicula na mídia, desde o último dia 24, a campanha “Saúde é Bom Saber”, voltada à hanseníase. Oobjetivo é estimular a busca pelas unidades de saúde que fazem o diagnóstico e tratamento da doença.

A doença atinge a pele e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz. Pode causar deformidades físicas, se não for diagnosticada e tratada oportunamente. Por isso, é necessário ficar atento aos sinais e sintomas da doença, como manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo, com diminuição ou perda da sensibilidade.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece diagnóstico e tratamento gratuitos em todo o país. A doença tem cura e, ao iniciar o tratamento, o paciente deixa de transmitir a doença, não sendo necessário o isolamento nem a interrupção de atividades cotidianas.

Ao perceber sinais e sintomas, a primeira providência é procurar os serviços de saúde para fazer o diagnóstico. Se for positivo, o tratamento deve ser iniciado imediatamente e os familiares do paciente também devem fazer o exame para detectar e tratar possíveis novos casos.

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