terça-feira, 16 de Setembro de 2014 09:55h

TECNOLOGIA A SERVIÇO DA EDUCAÇÃO

Escola Helen Jaqueline de Souza, em Azurita, premia alunos com tablet após projeto que incentivou a leitura e despertou interesse pela escrita

A escola municipal Helen Jaqueline de Souza, em Azurita, descobriu um jeito diferente e inovador de incentivar a leitura entre os estudantes. Através de um projeto desenvolvido especialmente para a escola, que fica em um dos dois distritos de Mateus Leme, alunos do 3º, 4º e 5º ano do ensino fundamental passaram a ter mais intimidade com a leitura e também com a escrita. Durante cinco meses, eles viveram uma rotina diferente, a começar pela sala de aula, onde todos os dias havia horário dedicado à interpretação de textos e círculos de debate sobre livros. O resultado foi a completa adesão dos estudantes ao projeto que, encerrado na última sexta-feira, dia 12, premiou os alunos com tablets.

A ideia foi buscar nas novas plataformas digitais uma maneira de envolver todos os estudantes no projeto. “Se é fato que quase todas as crianças estão cada vez mais conectadas e inseridas à realidade digital, a proposta do projeto foi buscar nas novas ferramentas tecnológicas meios para despertar o interesse dos alunos”, disse a diretora da escola, Taísa de Faria Rocha Fonseca. Para isso, a escola angariou patrocínio e ajuda da comunidade para presentear com tablet três alunos autores das melhores redações de cada série.

“Despertamos de forma significativa o interesse dos alunos à leitura e também conseguimos com o projeto ajudar os professores a estimular a produção de texto em sala de aula, o que aumentou o interesse das crianças pela disciplina e, consequentemente, incitou os educadores e levar novos livros e textos para serem trabalhados durante as aulas”, completou a diretora da escola.
A coordenadora do projeto, pedagoga Marcelina Santos Azevedo, defendeu a ideia. “No momento que vivemos, em que o acesso aos recursos tecnológicos vem banalizando a escrita correta das palavras, muitas vezes substituídas por códigos, faz-se necessário que a escola exerça seu papel e desenvolva nos alunos os hábitos de leitura e, consequentemente, de escrita, ampliando o repertório de obras, construindo a autonomia das crianças, que passam a expressar melhor os sentimentos, ideias e opiniões”, justificou Marcelina.

Ainda segundo a pedagoga, o desafio da escola foi criar condições que permitiram ao aluno ter prazer em ler e escrever. “Acreditando no ditando ‘é lendo que se aprende a ler’ propomos a lema ‘é escrevendo que ser aprende a escrever’ para formar grandes leitores e, sobretudo, escritores sábios e hábeis”, completou.

Arthur Luís Moreira Ferreira foi o aluno do 4º ano que melhor escreveu um texto sobre o meio ambiente, alertando aos colegas que a falta de água pode ser um reflexo do desmatamento descontrolado, as mudanças climáticas e a interferência do homem na natureza. Para o pai de Arthur, Reginaldo Cândido Ferreira, que foi convidado para assistir o encerramento do projeto, esse foi um momento mágico na vida da família. “É indescritível a sensação de ver o sucesso de nossos filhos. Como pais, desejamos que os filhos cresçam com educação e preparados para o futuro e um projeto como esse ajuda a incentivar neles a vontade de continuar estuando e crescendo”, falou emocionado Reginaldo.

As questões que envolvem a preservação do meio ambiente serviram de tema para o projeto. Nas outras séries, o desafio era reescrever a história da Chapeuzinho Vermelho. Para os alunos do 5º ano a proposta foi fazer uma redação com o tema “A Terra pede Socorro”, uma oportunidade para os alunos escreverem sobre as consequências que as atitudes tomadas hoje terão no futuro e as ações que ainda podem ser feitas para amenizar os impactos negativos causados a natureza. Os alunos Marcele Nunes e Adriano Antônio Dias Franças foram os vencedores.

“Ficamos satisfeitos com o resultado do projeto por que desejamos para as crianças um futuro brilhante. E como sempre digo, o futuro começa a ser construído hoje. Nossas ações têm consequências diretas com o futuro. Então, o projeto cumpriu o objetivo de desenvolver o comportamento leitor para, consequentemente, incentivar a criação de texto, de poesias, de cartas, enfim despertar a cultura escrita” finalizou Macelina.

O projeto foi batizado com o nome Lep Top (Leitura, Escrita e Produção de Texto orientado pelo Professor) e premiou também outros nove alunos com brindes doados pela comunidade e conseguidos pela escola.

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