sábado, 21 de Junho de 2014 05:05h

Tecnologia de transporte sobre trilhos anunciada pelo Estado mostra visão corajosa de futuro

Em artigo, o presidente do Conselho Empresarial de Política Urbana da ACMinas, José Aparecido Ribeiro, destaca o procedimento lançado pelo Governo de Minas

A ação do Governo de Minas apresentada, nessa quarta-feira (18/06), para reunir propostas para transporte sobre trilhos entre o centro de Belo Horizonte e o Aeroporto Internacional Presidente Tancredo Neves foi destaque em artigo assinado pelo presidente do Conselho Empresarial de Política Urbana da ACMinas, José Aparecido Ribeiro, consultor em assuntos urbanos e mobilidade.

O artigo, originalmente publicado na página SOS Mobilidade Urbana, reforça que, muito além de levar trilhos à região do aeroporto, o Procedimento de Manifestação de Intenções (PMI) revelou a sensibilidade e o conhecimento de causa do governador Alberto Pinto Coelho e sua equipe. A apresentação do projeto, segundo Ribeiro, é uma "decisão mais do que acertada e oportuna, fruto de uma visão corajosa de futuro".


Mais do que vigas ou trilhos, o Governador Alberto Pinto Coelho leva modernidade para Confins através do Monotrilho


Mais do que levar os “trilhos” a Confins, o Governador Alberto Pinto Coelho e sua equipe revelam sensibilidade e conhecimento de causa, ao assinarem nesta quarta feira dia 18/06 o “Procedimento de Manifestação de Intenções” (PMI) para ligar o Aeroporto Internacional Tancredo Neves ao Centro de BH, através do moderno sistema de Monotrilho ou VLT. Decisão mais do que acertada e oportuna, fruto de uma visão corajosa de futuro. O projeto não atende só aos usuários do Aeroporto, mas a milhões de pessoas que moram no caminho e no entorno de onde os trilhos do VLT, ou as vigas do Monotrilho irão passar.

Os modais são comprovadamente os mais recomendáveis pela comunidade de engenharia para a solução de transporte publico de média capacidade não só para Confins, mas para toda a Região Metropolitana e para BH. Ambos não são fabricados sobre rodas e não usam combustíveis fósseis, além de serem economicamente viáveis. As experiências asiáticas, europeias, norte americanas e até mesmo a experiência de São Paulo, mostram que Monotrilho e VLT são escolhas inteligentes e servem como alternativa ao Metrô,  já que consomem 1/5 dos recursos necessários para a sua construção.

BH tem o segundo maior índice de motorização do Brasil, com 63 mil veículos para cada 100 mil habitantes, perdendo apenas para Curitiba que tem 73 mil. Coincidência ou não, ambas cidades optaram pelo BRT como principal modal de transporte.  Um indício de que tal escolha não foi a mais apropriada, uma vez que que BRT rouba espaço onde ele é cada vez mais escasso, além de não ter apelo para usuários do transporte individual mudarem comportamento, deixando as ruas menos entupidas de veículos.  Com efeito, o Monotrilho pode transportar até 48 mil passageiros por hora.

Seu tempo de construção é 5 vezes menor do que o metrô, exigindo poucas desapropriações,  podendo ser construído nos períodos noturnos e com a vantagem de ter designer moderno e futurista.  VLT, que também tem vantagens sobre o metrô nas partes planas da cidade, pode ser uma alternativa complementar com baixo custo de implantação e apelos de conforto superiores ao BRT. Por estar aberto a novas alternativas de transporte e pela coragem de trazer o tema para a pauta de prioridades da sua gestão, o Governador Alberto Pinto Coelho merece o nosso aplauso e incentivo.

*José Aparecido Ribeiro é presidente do Conselho Empresarial de Política Urbana da ACMinas e consultor em Assuntos Urbanos e Mobilidade

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