sexta-feira, 16 de Março de 2012 09:18h Atualizado em 16 de Março de 2012 às 10:20h. Vinícius Soares

Tentativa de paralisação dos professores surte efeito contrário

Apesar de afirmarem que não iriam lecionar de quarta a sexta, esta semana, 97% dos educadores em MG deram aula normalmente nas escolas


Professores, estudantes e demais servidores da educação tiveram uma quarta-feira de normalidade na rede estadual de ensino. No primeiro dia da paralisação nacional organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), o impacto em Minas Gerais foi pequeno.

A Secretaria de Estado de Educação, SEE-MG, informou, na quarta feira, que manteria as escolas estaduais abertas e que garantiria funcionamento normal e serviços aos alunos durante a paralisação dos professores da rede municipal e estadual, que deve se estender até hoje (16). De acordo com a  CNTE, o movimento é realizado em 23 estados e no Distrito Federal e tem o objetivo de defender que os governos cumpram a lei que instituiu o piso salarial nacional para a categoria.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde disse que respeita a constitucionalidade do direito à greve, mas que garantirá as condições necessárias para aqueles professores que não aderirem à paralisação realizarem as atividades escolares. Também foi informado que o transporte escolar funcionará normalmente e que a merenda continuará sendo servida.

Em Belo Horizonte, os professores fizeram passeatas na quarta-feira. O sindicato da categoria na capital não soube informar qual foi o percentual de adesão. Em Juiz de Fora, na Zona da Mata, segundo o sindicato municipal, 92% dos educadores participam do movimento. Já em Uberaba, no Triângulo Mineiro, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação, 10% professores aderiram à paralisação.

Em Divinópolis, as escolas municipais funcionaram normalmente.Algumas estaduais aderiram ao movimento e não realizaram sua programação normal. A Superintendência Regional de Ensino (SRE) atende 30 cidades na região Centro-Oeste do Estado, e dentre as 134 escolas, sete paralisaram as atividades sendo 6 parcialmente, o que remete a uma paralisação média de 5%.
De acordo com a Secretário de Estado de Educação mesmo no caso das escolas onde houve adesão de professores à paralisação nacional, as escolas são orientadas pela SEE a permanecerem de portas abertas para receber os estudantes, garantindo o direito à merenda, refeição fundamental para muitas dessas crianças, e o acolhimento dos alunos no espaço escolar. 

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