quarta-feira, 13 de Julho de 2011 10:27h Atualizado em 13 de Julho de 2011 às 10:40h. Sarah Rodrigues

Trabalhadores da Copasa realizam paralisação e discutem possibilidade de greve

O atendimento à população não foi comprometido

Depois de não terem seus pedidos atendidos os trabalhadores da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), decidiram em assembleia fazer uma paralisação. Ontem (12) de 8h às 18h os funcionários da concessionária se manifestaram em frente à Estação de Tratamento de Água no bairro Belvedere, onde afixaram faixas e cartazes de greve. No escritório da empresa na rua Rio Grande do Sul, também haviam cartazes informando sobre a greve.

 

Os trabalhadores frisaram a todo o momento que só querem seus direitos e pedidos acolhidos e que o atendimento à população continua normalizado. Cerca de 40 trabalhadores aderiram à greve e segundo Willian Donizete de Melo, representante da classe,alguns funcionários ficaram em casa.Ele explica que o abastecimento para a população continua normal, 30% ficou ativo para os diversos serviços. “As áreas que não podiam parar como a estação de tratamento de água, a manutenção de redes grossas, laboratório e outros serviços foram mantidos”.

 

O trabalhador explicou sobre os motivos que os levaram à paralisação. “Nós estamos fazendo a paralisação por melhores condições salariais, porque o nosso salário é muito baixo, também pelo sucateamento da empresa, a Copasa está sendo sucateada, a gente trabalha com mão de obra mínima, não contratam mais pessoas, o serviço é terceirizado e pedimos um Plano de Cargos e Salários”, avaliou.

 

Durante as assembleias realizadas no Sindágua (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de água e em Serviços de Esgoto no estado de Minas Gerais), os funcionários não aceitaram a proposta apresentada pela Copasa, de início marcaram uma paralisação. “A proposta que a empresa fez foi um Plano de Cargos e Salários que não estava definido, só estava no papel e a gente tinha que registrar, e um aumento real mais 6,03% de INPC e nós queremos um aumento real de salário”.

 

Segundo o sindicalista a empresa fez uma nova proposta durante a tarde e os trabalhadores aguardam o resultado. “Uma nova proposta será avaliada na assembleia.

 

A assembleia decidirá sobre a proposta e se votarmos contra, entramos de greve por tempo indeterminado, isso a partir da semana que vem, por que no resto da semana vamos regularizar a greve”, ressaltou Willian. CONDIÇÕES DE TRABALHO O funcionário Adão Junior, que participou da paralisação contou que os trabalhadores sentem durante o trabalho o sucateamento do material. “Nós reivindicamos os veículos, porque o sucateamento não está somente no quadro de funcionários, mas também de veículos, os salários defasados, mas a população não será prejudicada de forma alguma”.

 

Adão avalia que a intenção dos grevistas é manter o quadro de funcionários trabalhando de maneira a não prejudicar a população. “A nossa greve é contra a direção da Copasa, nós pleiteamos um direito nosso, não privaremos a população em nada. O serviço e o abastecimento de água continuam normais, não brigamos por nada que não seja nosso”, ressaltou.

 

Para o trabalhador os sindicalistas não pedem mais do que os seus direitos atendidos.“Uma empresa que ostenta ser a melhor do Brasil, não tem motivo nenhum de privar o funcionário dessa parte, os trabalhadores também precisam ser reconhecidos, é a única coisa que pleiteamos”, finalizou o funcionário.

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