segunda-feira, 17 de Fevereiro de 2014 05:21h

Uemg chega aos seus 25 anos com projetos de expansão e a marca consolidada

Construção de novo campus, instalação da Escola de Design na Praça da Liberdade e estadualização de fundações são os planos para alçar a instituição.

Com o propósito de democratizar o ensino de qualidade entre a população mineira, a Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) completa seu 25º aniversário este ano, tendo sua marca consolidada como referência em cadeiras como o design e artes plásticas e com planos de fortalecer a instituição. Ainda este ano, será concluído o processo de estadualização das fundações ligadas à instituição e devem ser iniciadas as obras construção do campus no bairro Cidade Nova, em Belo Horizonte. Enquanto a primeira iniciava vai tornar a Uemg a terceira maior universidade do Estado, a segunda vai dotá-la de uma estrutura física moderna e capaz de expandir ainda mais sua oferta de ensino.

Com cerca de 8.800 alunos e uma oferta de 62 cursos, incluindo as modalidades de graduação, pós-graduação, cursos a distância e extensão, a Uemg está presente em 11 cidades mineiras. No ano passado, a universidade obteve nota máxima entre os indicadores de qualidade do ensino superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão federal vinculado ao Ministério da Educação.

Conforme os dados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), dos 10 cursos inscritos para avaliação pela Uemg, três obtiveram nota máxima (cinco) e outros cinco ficaram com a nota quatro; dois restantes obtiveram nota três, considerada a média. Os cursos mais bem avaliados foram Publicidade e Propaganda, da Unidade de Frutal, Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos, da Faculdade de Políticas Públicas de Belo Horizonte, e Design de Produtos, da Unidade de Ubá. Jornalismo, da Unidade de Frutal, Administração de Empresas e Negócios, da Unidade de Frutal e Design de Ambientes, de Produtos e Design Gráfico, da Escola de Design de Belo Horizonte, foram avaliados com nota quatro.

Para o reitor da instituição, Dijon Moraes Júnior, a universidade vivencia, portanto, um momento de maturidade e de expansão. “É um grande júbilo chegar a esse momento. Não por acaso, a marca de 25 anos representa muito para nós. Longe de ser apenas um emblema, este realmente é um momento muito especial para a Uemg”, enfatiza.

O processo de estadualização das fundações, que deve ampliar o número de vagas ofertadas em cerca de 300%, teve início no ano passado. Em dezembro de 2013, quatro fundações foram incorporadas à Uemg, incluindo a Fundação Helena Antipoff. Neste ano, a previsão é que o processo seja concluído com a junção de outras seis. Com a medida, a Uemg passará a contar com 18 mil alunos. “Estamos vendo se consolidar o projeto inicial, a meta, da Uemg. Hoje, a instituição está presente do Triângulo Mineiro até o Vale do Jequitinhonha. De ponta a ponta no Estado. E todo esse crescimento foi baseado em um plano de gestão, traçado de 2010 a 2014”, esclarece Dijon.

Para Marcio Lambert, docente da Uemg do curso de Design Gráfico e professor da instituição desde a sua criação, os avanços e conquistas da Uemg ao longo de todos estes anos são perceptíveis na qualidade do ensino, na estrutura e na oferta formativa. “É muito gratificante viver este momento da Uemg. Coisas concretas e reais, pelas quais batalhamos por muitos anos, estão sendo realizadas. A universidade passou a ter a devida atenção e importância com este novo cenário que se desenha. Estamos no estado inteiro e vamos atender a um grande número de pessoas. Isso nos traz orgulho e muita satisfação, por tudo que passamos e estamos vivendo atualmente”, reflete Lambert.

Expansão contempla criação de novo campus

O projeto de expansão da Uemg também contempla a construção do novo campus no bairro Cidade Nova, em Belo Horizonte. O anúncio da abertura de um processo licitatório para a primeira fase da construção, feito em agosto do ano passado, vai promover mais integração da universidade com a comunidade e os alunos, além de estimular a formação de uma identidade institucional para a Uemg.

Na primeira fase das obras, vão ser construídos os prédios da Escola de Música e da Faculdade de Educação, além de toda infraestrutura necessária para receber de 3 a 4 mil pessoas, entre funcionários, alunos e professores. O investimento previsto pelo Estado é de R$ 52 milhões. O projeto executivo das obras já está pronto e contempla, ainda, a construção da Faculdade de Políticas Públicas, um bloco onde será feita a ampliação da Escola Guignard, a reitoria, biblioteca, restaurante, teatro de arena e área de convivência, tudo em um terreno de 90 mil metros quadrados.

“Com a estrutura que temos atualmente, com prédios alugados e não adequados às necessidades de alguns de nossos cursos, não podíamos vislumbrar a ampliação das atividades acadêmicas. No campus, poderemos pensar em novos cursos e atividades”, avalia o reitor, observando que o espaço vai possibilitar vislumbrar novas fronteiras para o ensino superior em Minas Gerais.

Além disso, o campus vai ser aberto e vai se integrar à região e à comunidade. “As pessoas do bairro, que já caminham por ali, poderão continuar caminhando no campus, frequentar a biblioteca, o teatro e a área de convivência, por exemplo”, destaca Dijon. O teatro da Fapemig, que está em construção e vai ser o segundo maior de Minas Gerais, com 1.500 lugares, também será parte integrante deste complexo e fará parte dos eventos e atividades da Uemg e da região. O campus, ao lado da Fapemig e de equipamentos já existentes, como a Epamig, Senais/Cetec, Biominas, Serpro, Plug Minas e o Horto Florestal da UFMG, vai fazer parte do grande complexo da Cidade da Ciência e do Conhecimento.

Segundo Dijon, o apoio do Governo do Estado neste processo de expansão da Uemg é de grande relevância. “O governador Antonio Anastasia nos ajudou muito no avanço da universidade. Não só nas grandes questões, mas em pequenas que eram igualmente importantes. Tínhamos, por exemplo, algumas distorções e ele foi sensível a todas elas”, destaca Dijon. Entre as questões, o reitor ressalta o apoio de Anastasia para promover o reconhecimento imediato da titulação dos professores que concluem o mestrado ou o doutorado.

“Isso nos deu um salto de qualificação de professores de 20%. Esse é um dos maiores legado desses 25 anos: a valorização interna do corpo docente e da autoestima. Hoje, temos uma carreira à qual se pode dedicar com garantias de que será reconhecido. Os professores têm orgulho de dizer que são da Uemg, por tudo isso, pelas transformações que aconteceram e que repercutem na qualidade do trabalho e ensino”, afirma Dijon.

Escola de Design vai movimentar a Praça da Liberdade

Uma das mais tradicionais instituições que compõem a Uemg, a Escola de Design também se prepara para uma transformação, com sua transferência para a Praça da Liberdade, no antigo prédio do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg). O local foi escolhido para dar mais visibilidade a maior escola de design do Brasil, com 1.400 alunos e 180 professores. Após a mudança, a Uemg vai inaugurar o curso de moda para completar o portfólio de cursos da área.

Com 14 mil metros quadrados e todo em vãos livres, o novo prédio vai unir a maior escola do gênero em dimensão e a maior do país em números de professores e alunos. “Em números absolutos já é a maior do Brasil. O que faltava, de fato, para ser a maior, é a infraestrutura”, frisa Dijon. Por meio de cursos de curta duração, a ideia é expandir aulas de estilismo, paisagismo, moda e design de joias à comunidade.

A Uemg foi criada com o objetivo de oferecer ensino gratuito e de qualidade aos mineiros, sobretudo às regiões mais carentes do interior. Durante os cursos, os alunos não têm custo algum e sequer pagam taxa de matrícula. “A única taxa é a de inscrição para o vestibular”, comenta Dijon.

O reitor revela que o projeto da Uemg contempla, ainda, um grande foco no interior, para onde planeja levar, mais do que conhecimento, mais oportunidades à população, respeitando as vocações regionais. “Imagine uma família que precisa mandar o filho para capital e, além de pagar a universidade privada, tem que custear a estadia, a alimentação e o transporte. Com a Uemg presente no interior, este estudante tem muito mais chances”, compara Dijon. Atualmente, 56% dos alunos da Uemg são oriundos da escola pública, o que, para o reitor, demonstra que a missão da Uemg está sendo cumprida.

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