terça-feira, 12 de Junho de 2012 13:27h Atualizado em 12 de Junho de 2012 às 14:16h. Mariana Gonçalves

UFMG deverá a aderir à greve dos servidores federais

Ate o dia 15 deste mês a Universidade Federal De Minas Gerais ira paralisar as aulas devido a falta de acordo do sindicato com o governo.

No dia 17 deste mês a greve dos servidores federais completa trinta dias de paralisação em Divinópolis. A UFSJ – Universidade Federal De São João Del Rei e o Cefet- Centro Federal de Educação Tecnológica paralisaram as atividades devido a falta de acordo com o governo, a greve não tem tempo para terminar.
“Existe uma negociação, um grupo de trabalho marcado para discutir esse problema com o governo para hoje, ou amanhã (13), porém por enquanto não existe proposta do governo”afirmou Fernando Lemos professor do CEFET. 

 

A greve que já atinge 51 instituições federais de ensino, é o que afirma a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), que reúne 37 sindicatos em todo o país. Segundo a entidade, a greve irá crescer devido à falta de resultado nas negociações com o Executivo sobre reajuste salarial, recebimento de gratificações e reestruturação de carreiras.

 

Entram para o grupo já paralisado, os trabalhadores técnico-administrativos em educação nas universidades federais e os funcionários federais do setor de geografia e estatística. Na quarta-feira (13), os servidores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União prometem cruzar os braços.  Na mesma data, os servidores federais da educação básica, profissional e tecnológica também devem paralisar os trabalhos.

 

MANIFESTOS

 

A greve deve atingir todos os servidores federais e continuar por tempo indeterminado. A medida foi aprovada na última segunda-feira (4) por mais de 300 representantes sindicais de 20 unidades da federação, reunidos em Brasília. Servidores insatisfeitos marcharam na Esplanada dos Ministérios na terça-feira (5) e foram recebidos em reunião no Ministério do Planejamento, mas segundo os grevistas, não houve avanço nas negociações. Além das questões salariais e da cobrança por reestruturação das carreiras antes da realização de novos concursos públicos, os servidores federais também protestam contra a Medida Provisória 568/12, em tramitação no Congresso Nacional. Caso aprovada, a norma muda o cálculo dos adicionais de insalubridade além de alterar a carga horária de médicos e outras categorias que possuem jornada estabelecida em lei.

 


A greve dos professores das universidades federais, que puxou a mobilização das outras carreiras, completou mais de 20 dias. Em uma nota divulgada o Ministério da Educação, considera a paralisação precipitada, pois acredita que há tempo suficiente para alterações no Projeto de Lei Orçamentária para 2013, que deve ser fechado até 31 de agosto. O Ministério do Planejamento ainda não se manifestou oficialmente sobre o indicativo de greve geral dos servidores públicos federais. De acordo com o professor Fernando Lemos, a meta é que todos os institutos federais se juntem à greve, “Já aderiram ao movimento o Instituto federal da Paraíba, Piauí, Minas Gerais e o Instituto do Sudeste de Minas Gerais” completa o professor Lemos.
 

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