segunda-feira, 11 de Junho de 2012 15:51h Gazeta do Oeste

Utramig destaca importância da qualificação profissional

A educação para o trabalho é a maneira mais eficiente de promover a igualdade social e diminuir as discrepâncias na batalha por um espaço no mercado de trabalho. Por isso, o Governo de Minas e a Secretaria de Estado de Trabalho e Emprego (Sete) promovem a qualificação profissional por meio dos cursos da Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais (Utramig), dos programas do Sistema Nacional de Emprego (Sine) e de outros importantes projetos. Nesse sentido, a Fundação Utramig, que também conta com uma unidade do Sine, está com as matrículas abertas para diversos cursos técnicos.

 

Para o presidente da Utramig, José Murilo Resende, o Governo de Minas e os empresários têm ciência do papel transformador da educação como fator essencial na superação da pobreza e no aumento da competitividade dos países periféricos no cenário internacional. “Um exemplo disso foi o rápido desenvolvimento da Coréia do Sul que, nos últimos 30 anos, investiu pesado na educação dos cidadãos e projetos de pesquisa e desenvolvimentos (P&D)”, diz.

 

No Brasil, ainda é intensa a cultura do bacharel. Existe a impressão de que um diploma de curso superior, qualquer que seja, irá resultar em muito mais oportunidades do que um curso técnico. “A realidade é que estão sobrando candidatos com curso superior e faltando candidatos de nível técnico. Estamos em pleno crescimento econômico e produtivo, sendo assim, empresários e indústrias estão investindo e contratando mais profissionais de nível técnico”, explica.

 

A Sete trabalha com três principais frentes. A primeira é a geração de emprego formal, por meio do Sine. A segunda é o programa de geração de renda para trabalhadores autônomos, fomentando a Economia Popular Solidária, o microcrédito e a inclusão produtiva. O terceiro pilar é a qualificação profissional. “Além disso, a qualificação é a porta de entrada para o mercado de trabalho, pois promove uma aquisição sistemática de conhecimentos que, em curto prazo, provocam uma mudança significativa na maneira de ser do aluno, por meio de novos conceitos e valores e com o desenvolvimento de novas habilidades”, informa José Murilo.

 

A fundação, como ferramenta estratégica da Sete nos processos de qualificação do trabalhador, oferece cursos técnicos de Análises Clínicas, Eletrônica, Enfermagem, Informática, Mecânica, Mecatrônica, Meio Ambiente, Segurança do Trabalho e Especialização em Instrumentação Cirúrgica para Técnicos de Enfermagem.

 

Aumento da demanda por profissionais de nível técnico

 

O ensino técnico, além de ser um facilitador para o ingresso no mercado de trabalho, também funciona como entrada no ensino superior para aquelas pessoas que, ao saírem do ensino médio, não apresentariam condições financeiras de custear um curso superior. Segundo José Murilo, há um descompasso entre a necessidade de se empregar e a disponibilidade do mercado, ou seja, o sistema econômico não prima pela empregabilidade e sim pela a competição. “Essa competitividade exige dos jovens uma formação cada vez mais sofisticada, mas o mercado só vai absorver os profissionais à medida que existirem vagas”.

 

A falta de técnicos é bastante acentuada no cenário profissional. Muitas empresas estão fazendo parceiras com escolas profissionalizantes procurando preencher a lacuna existente na qualificação. Pensando em suprir essa carência, a Fundação Utramig oferece também cursos customizados para as instituições privadas, aumentando a oferta desse capital intelectual, considerado hoje em dia como o principal ativo para o desenvolvimento das empresas.

 

Segundo José Murilo, Minas Gerais tem apresentado uma das menores taxas de desemprego do país. “Assim, temos hoje condições de aumentar o aproveitamento das vagas e atender a um número de estudantes ainda maior quando - a partir do segundo semestre de 2012 - iniciarmos a qualificação profissional na modalidade de ensino a distância (EAD). Esse sistema oferece uma aprendizagem não presencial, e a ausência da rigidez do ensino tradicional certamente fará crescer o numero de estudantes interessados nessa nova modalidade”.

 

 

 

 

Agência Minas

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