quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2015 12:40h Atualizado em 5 de Fevereiro de 2015 às 12:42h.

Valorização do café eleva receita das exportações do agronegócio mineiro

Café contribuiu com 62,5% do valor exportado em janeiro, que registrou crescimento de 6,9%, alcançando 489 mil toneladas

A receita das exportações mineiras do agronegócio, em janeiro, somou US$ 611,6 milhões, valor 22,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. A participação do agronegócio na pauta das exportações mineiras registrou crescimento de 31,9% do total das exportações estaduais, que totalizaram US$ 1,9 bilhão. Em janeiro do ano passado, o agronegócio respondeu por 19,2% da pauta mineira. O volume exportado também registrou crescimento de 6,9%, alcançando 489 mil toneladas.

As informações foram analisadas pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) com base em dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Os principais países importadores do agronegócio mineiro, em termos de valores, foram Alemanha (15,3%), EUA (12,8%), Itália (7,6%), Japão (7,5%), Bélgica (7%) e China (5,3%). Os valores comercializados por esses seis países representam 55,4% do total negociado por mais de cem países que compram produtos do agronegócio do estado.

Valorização do Café

Segundo o Superintendente de Política e Economia Agrícola da Seapa, João Ricardo Albanez, o grande responsável pelo cenário favorável foi a cotação do café, que ocupa lugar de destaque na pauta de exportação do agronegócio. Este produto gerou receita de US$ 382,2 milhões, representando 62,5% das vendas externas. “O volume de café exportado atingiu 1,7 milhão de sacas (crescimento de 0,2%), mas houve aumento de 62,5% no preço pago pela saca mineira. Para se ter uma ideia, em janeiro de 2014 a média do preço praticado no mercado externo foi de US$ 135,2 por saca. No mesmo período deste ano, o preço alcançou US$ 219,6/saca”, explica.

Na avaliação do superintendente da Seapa, essa valorização do café tem relação direta com a queda na produção brasileira, que vem sofrendo as consequências do período de estiagem prolongada que impactou a produção das lavouras. “Como o Brasil é o maior produtor e exportador de café, respondendo por 34,2% da produção mundial, a queda na safra repercute nos mercados interno e externo”, afirma. No mercado interno, a média de comercialização da saca em janeiro de 2014 foi de R$ 289 e, neste ano, ficou em R$ 485.

Os principais países importadores do café mineiro são Alemanha (24,4%), EUA (17,7%), Bélgica (11,2%), Itália (9,9%) e Japão (9,6%) e respondem por 72,8% do valor comercializado pelos 53 países importadores da produção do Estado.

O setor sucroalcooleiro, segundo produto da pauta de exportação do agronegócio mineiro, contribuiu com US$ 77,5 milhões, representando 12,7% do total exportado pelo agronegócio. As carnes (bovino, suíno, frango e peru) somaram US$ 50,2 milhões (8,2% da pauta) e os produtos florestais totalizaram US$ 48,7 milhões (8%).

Exportações (US$) - Janeiro 2015

Café - US$ 382,2 milhões (+62,5%)

Complexo Sucroalcooleiro – US$ 77,5 milhões (-6,9%)

Carnes – US$ 50,2 milhões (-26%)

Produtos Florestais – US$ 48,8 milhões (-19,9%)

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.