quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012 09:26h Atualizado em 23 de Fevereiro de 2012 às 10:28h. Sarah Rodrigues

Varejo fecha 2011 com crescimento de 6,7%

Vendas devem aumentar 6% em março

Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontaram que as vendas no comércio varejista cresceram pelo quarto mês consecutivo em dezembro do ano passado, tendo uma alta de 0,3% em relação à novembro. O setor fechou 2011 com uma elevação acumulada de 6,7% no volume de vendas, ou seja, vendas reais do varejo.
Em relação a dezembro de 2010, o Instituto também apontou um aumento de 6,7%. Segundo dados apontados pela Agência Brasil o IBGE apurou em relação à receita do comércio varejista um aumento de 0,3% de um mês para outro, além de um crescimento de 10,1% na comparação com o mesmo período de 2010 e uma alta acumulada de 11,5% em 2011.
Na Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada pelo IBGE aponta que sustentado pelo crescimento de 9,1%o do segmento de Material de Construção, o varejo ampliado que adiciona ao varejo tradicional o atacado e varejo de materiais de constrição, veículos e peças apresentou alta de 6,6%.
Sete das dez atividades pesquisadas pelo IBGE tiveram resultado positivo em dezembro em relação ao mês anterior, se destacaram, equipamentos e material de escritório e comunicação com alta de 6,9%. O setor de móveis e eletrodomésticos registrou alta de 2,6% enquanto artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos  tiveram aumento nas vendas de 1,3%.
Já os setores de vendas de livros, jornais, revistas e papelaria no mesmo período apresentou queda de 5,3%, de dezembro em relação à novembro. Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,5%) e combustíveis e lubrificantes (-0,5%).
Entre dezembro de 2010 e dezembro do ano passado, apenas uma atividade apresentou queda no volume de vendas: livros, jornais, revistas e papelaria (-2,3%). As altas mais relevantes foram observadas em móveis e eletrodomésticos (15,3%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (4,6%);
A pesquisa mostra também que 17 estados tiveram aumento das vendas no comércio varejista na comparação entre os meses de dezembro dos dois anos, principalmente o Acre (8,7%); o Tocantins (7,25); o Amapá (1,9%) e Goiás (1,7%). As principais quedas ocorreram no Piauí (-7,8%); no Amazonas (-1,6%) e em Sergipe (-1,4%). As unidades onde não ocorreram variações foram São Paulo e Santa Catarina.
No acumulado do ano, todos os estados apresentaram acréscimos no volume de vendas do comércio, com destaque para o Tocantins (25,2%); a Paraíba (14,2%); Rondônia (10,6%); Roraima (10,6%) e Minas Gerais (10%).

PROJEÇÕES

De acordo com o IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas), a expectativa é que as venda de março, cresçam 6%.
O IAV-IDV é um estudo realizado mensalmente com os associados do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo), aponta alta de 6,5% nas vendas de janeiro de 2012 em relação ao mesmo período do ano passado. A expectativa é que o volume de vendas em fevereiro e março cresça 5,3% e 6%, respectivamente, sobre os mesmos meses de 2011.
Em nota divulgada pelo site do IDV aponta que o segmento de bens não-duráveis, como supermercados, hipermercados, farmácias, drogarias, perfumarias e alimentação fora do lar, projeta crescimento mais tímido em relação à medição anterior. A estimativa de crescimento é de 4,3% em março.
O segmento de bens semiduráveis, como vestuário, calçados, livrarias e artigos esportivos, sinaliza uma perspectiva mais otimista em relação ao que foi apontado na sondagem passada, e prevê aumento de vendas 5,8% em março.
O varejo de bens duráveis, como móveis, eletrodomésticos e material de construção, praticamente manteve suas projeções e aponta perspectivas positivas em comparação aos outros segmentos, com taxas de crescimento de 9,5% em março.

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