quarta-feira, 22 de Agosto de 2012 11:12h Gazeta do Oeste

Vice-diretor é investigado por assediar estudante em Santo Antônio do Monte

O vice-diretor e professor de uma escola estadual de Santo Antônio do Monte, no Centro-Oeste de Minas, está sendo investigado pela Polícia Civil suspeito de assédio sexual e aliciamento de menor. Uma conversa entre ele, de 36 anos, e um aluno de 13 levantou a suspeita da mãe do adolescente, que levou o caso à polícia. A investigação segue sob sigilo, mas trechos do diálogo feito por meio do Facebook foram divulgados para a imprensa pela família. Até agora, a suposta vítima e familiares foram ouvidos e a polícia estuda a necessidade de entrar com pedido judicial para rastrear o computador usado pelo professor.

 

 

De acordo com o delegado Ivan José Lopes, a polícia vai investigar se a conversa divulgada é autêntica. “Ouvimos o menor e a mãe. Vamos ainda chamar o suspeito para prestar esclarecimentos”, afirmou. Toda conversa foi anexada ao boletim de ocorrência, registrado pela família no dia em que a mãe descobriu a amizade entre o aluno e o vice-diretor.

 

Uma comissão da Secretaria de Estado de Educação com quatro servidores da superintendência regional esteve na cidade para ouvir os envolvidos. Será feito um relatório para enviar à secretaria, que vai encaminhar o caso à Controladoria Geral do Estado para análise em três dias. Ainda não se sabe se o profissional será afastado das suas atividades.

 

 

Contato

 

O primeiro contato entre o adolescente e o professor aconteceu em 29 de maio, conforme divulgado pela família. Ele chamou o aluno de “amigo” e revelou sua opção sexual. No fim de junho, o educador contou que paga até R$ 200 para manter relações com homens e mostrou interesse pelo jovem. Por várias vezes, ele pediu que o adolescente apague as conversas. Em 3 de agosto, de acordo com o relato feito pela família do jovem, o vice-diretor propôs um encontro entre eles mediante pagamento. O último contato foi no dia 8, quando a mãe entrou no perfil do filho e viu o diálogo. O menino estudava na mesma escola onde o suspeito trabalha, mas a mãe preferiu transferi-lo de instituição. Segundo a família, o adolescente está abalado e recebe acompanhamento psicológico.

 

 

Uma tia do garoto contou à reportagem que a desconfiança começou quando o menino disse em casa que não teria mais amizade com o professor e chovara se perguntado do motivo. Ela disse ainda que a mãe tem costume de acompanhar tudo o que o filho faz na internet. O professor não chegou a dar aulas para o garoto e é descrito por outros alunos como dedicado. O suspeito foi procurado para esclarecer os fatos, mas não foi encontrado. Ele não atendeu as ligações nem retornou. Na escola, a informação é de que ninguém tem autorização para falar sobre o assunto. 

 

 

 

 

 

 

 

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