terça-feira, 4 de Agosto de 2015 10:42h

Volta do mata-mata no Brasileirão é defendida na ALMG

Assembleia de Minas sedia etapa de seminário da Câmara dos Deputados para sugerir mudanças no calendário do futebol

A defesa da volta do mata-mata como fórmula de disputa do Brasileirão deve ser o principal ponto do relatório que será preparado pelo deputado federal Marcelo Aro (PHS-MG), após a realização de uma série de debates nas cinco regiões do País. Foi o que o parlamentar adiantou nesta segunda-feira (3/8/15), durante as discussões da etapa Sudeste do seminário “O Calendário do Futebol Brasileiro”, promovido pela Subcomissão Permanente do Futebol da Câmara dos Deputados, evento que aconteceu no Salão Nobre da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), com a participação dos deputados estaduais da Comissão de Esporte, Lazer e Juventude.

“Estou disposto a sugerir a volta do mata-mata no Campeonato Brasileiro de Futebol, mas preciso primeiro que me mostrem como fazer isso de maneira viável”, afirmou Marcelo Aro, ao defender que sejam levadas à subcomissão propostas práticas que deem maior atratividade às competições e permitam às centenas de clubes profissionais brasileiros que se mantenham em atividade o ano todo, sem que isso signifique o desgaste excessivo dos atletas com o acúmulo de partidas e a disputa de competições simultâneas. Entre as possibilidades sugeridas pelo parlamentar está inclusive a conciliação entre as duas fórmulas de disputa concorrentes, com a inclusão de um mata-mata para decidir o campeão após as 38 rodadas atuais do Brasileirão.

Antes do debate, os participantes foram recebidos pelo presidente da ALMG, deputado Adalclever Lopes (PMDB), que agradeceu a presença de todos. “Sempre que for necessário, esta Casa estará aberta a debates tão importantes como esse”, disse.

Já o deputado Anselmo José Domingos (PTC) lembrou ainda que outras temas de destaque estão na pauta da Comissão de Esporte, a qual preside, como a volta do consumo de álcool nos estádios em Minas, a presença de torcida dividida nos clássicos e a realização de partidas preliminares. Sobre as disparidades do calendário atual, ele lembrou uma informação apresentada na reunião. “O América de Teófilo Otoni se manteve em atividade neste ano pouco mais de dois meses, enquanto o Internacional, se chegasse à final do Mundial de Clubes, teria jogado 15 jogos oficiais a mais do que o seu adversário Barcelona”, comparou.

A retomada dos jogos preliminares nos estádios mineiros também mereceu a defesa do deputado Fábio Avelar Oliveira (PTdoB), outro membro da Comissão de Esporte, pois, segundo ele, estimula o futebol de base e a criação de novos talentos. E o deputado Geraldo Pimenta (PCdoB), vice-presidente dessa mesma comissão, lembrou que um estudo recente deixa claro a urgência do aprimoramento do calendário do futebol brasileiro. “A grande maioria dos clubes brasileiros joga em média apenas 17 jogos oficiais por ano, o que deixa cerca de 16 mil atletas desempregados. Na outra ponta, na elite, há excesso de jogos, o que leva ao esgotamento e a ameaças à saúde desses profissionais da bola”, avaliou.

As próximas etapas do seminário “O Calendário do Futebol Brasileiro” acontecerão ainda em agosto, em Belém (PA), no próximo dia 10; em Goiânia (GO), dia 14; Fortaleza (CE), dia 24; e Porto Alegre (RS), dia 31.

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