sexta-feira, 26 de Agosto de 2016 16:14h Mariana Gonçalves

3º edição da Parada LGBT de Nova Serrana será realizada neste final de semana

A Comissão Organizadora da Parada LGBT de Nova Serrana, grupo que milita na defesa dos direitos humanos e na promoção da Cidadania LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), realizará no domingo (28), no Centro de Convenções, a partir das 14h, a 3ª edição da Parada LGBT de Nova Serrana.

Nesse ano, o tema central da Parada será: “Respeito nunca é demais”, que tem objetivo direto: provocar a reflexão e conscientização sobre convivência afetiva, fraterna e tolerante entre a pluralidade social e aos grupos vulneráveis socialmente, mostrando a total diversidade em se criar laços de convivência sem preconceito. E que, através do respeito, as pessoas consigam viver seus conceitos e entender que o amor e carinho são o que fazem com que as pessoas se transformam.

Está sendo promovida uma série de atividades, como: Exposição desmistificando o preconceito, o Troféu Cidadania e Respeito e o Miss LGBT Nova Serrana 2016, com encerramento no domingo.

Cabe destacar que o Miss trata-se da escolha da representante que irá levar o título de beleza, mas, sobretudo, lutar para minimizar o preconceito contra LGBTs. Neste ano, concorrem 11 candidatas, não somente da cidade, mas de Belo Horizonte, Sete Lagoas, Pompéu e Divinópolis.

 

O EVENTO

 

Trata-se de um momento onde os setores organizados da comunidade LGBT procuram dar visibilidade ao movimento de luta pelos direitos humanos, civis e de cidadania do público LGBT, contra qualquer forma de preconceito e discriminação.

 

PELO FIM DO PRECONCEITO

 

O relatório anual sobre o assassinato de homossexuais, divulgado em janeiro desse ano pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) - mais antiga entidade do gênero do Brasil – e publicado em matéria veiculada pelo portal UOL, indica que 318 gays foram mortos em 2015 em todo o país. Desse total de vítimas, o GGB diz que 52% são gays, 37% travestis, 16% lésbicas, 10% bissexuais. O número é levemente menor que em 2014, quando, conforme o grupo, foram anotados 326 assassinatos.

Os estados onde ocorreram mais casos em números absolutos foram: São Paulo, com 55 assassinatos; e Bahia, 33. No entanto, se for comparada com a população total, Mato Grosso do Sul foi considerado o estado mais homofóbico pela entidade, com 6,49 homicídios para cada 1 milhão de pessoas, seguido do Amazonas, com 6,45.
Para a população total do Brasil, o índice de assassinatos de LGBTs é de 1,57 para cada milhão de habitantes. O levantamento foi feito em 187 cidades brasileiras, incluindo pequenos centros urbanos, como Ibiá, na Bahia, com 7 mil habitantes.

Manaus foi considerada a capital mais "homofóbica" de 2015, com 23 assassinatos - 11,3 mortes para cada milhão de habitantes, seguida de Porto Velho, cujas 5 mortes representam 10,1 por um milhão. Uma travesti e um gay brasileiros foram assassinados no exterior: Espanha e Estados Unidos. Foram incluídos também cinco suicídios de homossexuais masculinos.

O GGB alerta que 2016 começou “ainda mais homofóbico”. A entidade registrou 30 assassinatos de LGBTs em 28 dias, um assassinato a cada 22 horas.

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