sexta-feira, 16 de Setembro de 2016 13:09h Pollyanna Martins

Após queda de 4%, cesta básica registra aumento de 1,98%

O tomate, o leite e a banana influenciaram na majoração do preço
Após registrar uma queda de 4% no mês de julho, a cesta básica aumentou 1,98% em agosto. De acordo com o Nú­cleo de Pesquisas Econômicas (Nupec) da Faced, a cesta, que em julho custava R$ 354,19, passou para R$ 361,19. Ainda de acordo com a pesquisa, o tomate, o leite e a banana foram os responsáveis por esta majoração. Conforme o Núcleo, o fim da safra nas principais regiões produtoras de Minas Gerais, o aumento no custo de produção e o cli­ma desfavorável foram fatores determinantes para a elevação do preço do tomate em várias praças de Minas Gerais. Em Divinópolis, o preço médio saltou de R$ 3,53 em julho para R$ 3,99 em agosto. A fruta aumentou 13,11%.

A pesquisa apontou ain­da um aumento de 36,42%, em um ano, variando de R$ 264,77 em agosto do ano pas­sado para os atuais R$ 361,19; sendo que, em junho deste ano, houve o maior aumento, quando a cesta básica custou R$ 370,93. De acordo com o Nupec, o grande vilão para o aumento da cesta básica foi a banana. A fruta registrou um aumento de 22,9%, e a explicação para isto foi o início do mês de agosto. Segundo o Núcleo, o preço da banana registrou elevações devido ao fim das férias escolares, que gerou aumento da demanda, pela retração da oferta causa­da pela instabilidade climática e geada nas áreas produtoras de São Paulo e Sul do país. No mês de julho, o preço médio do quilo da banana caturra nos supermercados de Di­vinópolis era de R$ 3,07, no mês de agosto, o valor médio estava na casa dos R$ 3,77, re­sultando no novo recorde, em termos reais, da série histórica do Nupec iniciada em julho

de 2006.

Outro responsável pela majoração da cesta básica foi o leite. Conforme o Nupec, o item foi o que apresentou a terceira maior variação de pre­ços em agosto. O aumento se deve ao período de entressafra e ao crescimento da demanda por parte das grandes agroin­dústrias da cadeia produtiva do leite. O preço médio do litro de leite tipo C em saquinho variou de R$ 2,79 para R$ 2,99 em agosto. Segundo o Núcleo, no entanto, as perspectivas apontam para uma queda dos preços para os próximos me­ses, pois em setembro tem-se o fim da entressafra e início do período chuvoso. A cesta básica é composta por: carne de segunda, leite tipo C, feijão, arroz, farinha de trigo, batata inglesa, tomate, pão francês, café em pó, banana caturra, açúcar cristal, óleo de soja e manteiga. Ainda de acordo com Nupec, apenas a carne de segunda (-1,6%), o feijão (-5,09%), o arroz (-3,22%), a batata (-7,55%), o açúcar (-0,23%), o óleo (-3,63) e a manteiga (-6,36%) registraram queda nos preços.

CESTA X SALÁRIO MÍNIMO

De acordo com o Depar­tamento Intersindical de Es­tatística e Estudos Socioeco­nômicos (DIEESE), em agos­to de 2016, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 104 horas, maior do que a jornada calculada para julho, de 103 horas e 8 minutos. Ain­da segundo o Departamento, quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líqui­do, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacio­nal comprometeu, em agosto, mais da metade dos venci­mentos (51,38%) para adquirir os mesmos produtos que, em julho, demandavam 50,95%. De acordo com o Nupec, em Divinópolis, a participação da cesta básica no salário mínimo em agosto foi de 41,04%. Em agosto do ano passado, a par­ticipação era de 33,60%.

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