quarta-feira, 5 de Outubro de 2016 15:44h Mariana Gonçalves

Bancários mantêm braços cruzados até que Fenabam apresente nova proposta

MARIANA GONÇALVES
mariana.goncalves@gazetaoeste.com.br

 

A greve nacional dos bancos completa hoje um mês, em Divinópolis, todas as agências bancárias aderiam ao movi­mento grevista. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Finan­ceiro de Divinópolis e Região, Djalma Antônio Biata, na noite da última segunda-feira (3), houve uma assembleia com a categoria para avaliação do movimento e a montagem de um novo plano de ação para este momento. Ainda segundo Djalma, a categoria aguarda nova proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fena­ban), já que a única apresen­tada por ela até o momento foi rejeitada. “Estamos tentando a adesão de mais colegas das agências que ainda não estão de greve, como, por exemplo, lá em Itapecerica tem o Banco do Brasil funcionando ainda”, acrescentou o presidente do sindicato dos bancários.

Djalma falou ainda sobre a situação do Banco do Brasil aqui em Divinópolis, na qual diversos usuários reclama­ram da falta de envelopes nas máquinas e não realização de depósitos. “Na agência da Rua Goiás, não estavam colhendo depósitos, mas essa situação já foi normalizada. Agora, a agência da Primeiro de Junho não disponibilizaram envelopes ainda, inclusive, as pessoas po­dem ligar para o Banco Central, por meio do 145 e denunciar”, afirma.

ADESÃO NO ESTADO

A greve dos bancários atin­ge 71% das agências em Belo Horizonte e outras 54 cidades de Minas Gerais, de acordo com a representação dos tra­balhadores nas localidades. O último balanço divulgado pelo Sindicato dos Bancários de BH e Região informa que 533 das 753 agências estavam fechadas até o início dessa semana.

No norte do estado, segun­do o presidente do Sindicato dos Empregados em Estabele­cimentos Bancários de Montes Claros e região, em matéria publicada pelo portal G1, o sindicato compreende profis­sionais de 124 agências, sendo que 81 estão com os serviços paralisados.

No Triângulo Mineiro, 52 agências em Uberlândia estão completamente paralisadas, o que corresponde a 70%, segun­do o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Uberlândia e Região (Seeb). Em Uberaba, 16 agências, entre Santander, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, estão fechadas, conforme o Sindicato dos Bancários de Uberaba.

ACOMPANHE

A última proposta apresen­tada pela Fenaban foi, segundo os bancários, no dia 28 de se­tembro, quando foi proposto reajuste de 7% e um abono de R$ 3,5 mil, com aumento real de 0,5% para 2017, o que repre­sentaria perda real, nesses dois anos, de 1,9%, de acordo com informações do sindicato.

Os trabalhadores reivindi­cam reajuste de 14,78%, sendo 5% de aumento real, conside­rando inflação de 9,31%; parti­cipação nos lucros e resultados (PLR) de três salários acrescidos de R$ 8.317,90; piso no valor do salário-mínimo do Dieese (R$ 3.940,24), e vales alimentação, refeição, e auxílio-creche no valor do salário-mínimo nacio­nal (R$ 880). Também é pedido décimo-quarto salário, fim das metas abusivas e do assédio moral.

Atualmente, os bancários recebem um piso de R$ 1.976,10 (R$ 2.669,45 no caso dos funcio­nários que trabalham no caixa ou tesouraria). A regra básica da participação nos lucros e resultados é 90% do salário acrescido de R$ 2.021,79 e par­cela adicional de 2,2% do lucro líquido dividido linearmente entre os trabalhadores, poden­do chegar a até R$ 4. 043,58. O auxílio-refeição é de R$ 29,64 por dia.

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