quinta-feira, 15 de Setembro de 2016 17:26h Jotha Lee

Câmara Municipal reduz salários de vereadores, prefeito e vice

Projeto de iniciativa popular foi aprovado por unanimidade
 

Às vésperas das eleições municipais, a Câmara Munici­pal de Carmo do Cajuru acatou um Projeto de Lei de iniciativa popular, organizado pelo Mo­vimento Redução Já, que redu­zirá os salários dos vereadores em 50% a partir do ano que vem. Também foram reduzidos os salários do prefeito e vice. A sessão da Câmara que aprovou o projeto ocorreu na noite da última terça-feira, com a presença dos 11 vereadores que compõem o Legislativo da cidade. Com o plenário lotado, inclusive com várias pessoas ficando do lado externo por falta de espaço, os vereadores aprovaram por unanimidade o projeto apresentado pela Mesa Diretora, que reduziu o salário do prefeito, de R$ 11,5 mil para R$ 11 mil, do vice, de R$ 7,5 mil para R$ 2,1 mil, e dos vereado­res, que passará de R$ 4,2 mil para R$ 2,1 mil. Esses valores passam a vigorar a partir de janeiro do ano que vem.

Foi uma sessão tranquila, como conta a microempre­endedora Lilian dos Santos Silva, uma das lideranças do Movimento. “Apesar de haver muita gente no plenário, algu­mas levando cartazes, foi uma sessão pacífica. A população percebeu que os vereadores cumpriram o que foi pleiteado e todos saíram satisfeitos com essa vitória”, afirmou. “No iní­cio do movimento, somente três vereadores eram favorá­veis à redução, mas diante da pressão popular, da cobertura da mídia, todos acabaram votando a favor da redução”, acrescentou.

De acordo com Lilian San­tos, o Movimento Redução Já começou em 2012, quando tentou impedir o reajuste dos salários, que eram de R$ 3,4 mil e foram elevados para os atuais R$ 4,2 mil. Naquele ano, a Câmara de Carmo do Cajuru ignorou a pressão popular e aprovou o reajuste. Segundo ela, o Movimento não parou e, nos últimos anos, intensificou a campanha, que ganhou a adesão de toda a população.

Segundo a microempreen­dedora, muitas pessoas defen­diam que o salário fosse redu­zido para o piso nacional, de R$ 880. “A gente argumentou para quem defendia a redução para o valor do mínimo, que nós queremos pessoas qua­lificadas no Legislativo, mas uma pessoa com qualificação não vai querer um cargo de grande responsabilidade, que exige dedicação, para ganhar um salário mínimo. A gente queria a redução, mas também queríamos coerência. Nós que­remos pessoas em condições de assumir o cargo, mas a gente também sabe que pessoas ca­pacitadas não vão querer um cargo por um salário tão baixo”, analisou.

DIVINÓPOLIS

Em Divinópolis, a Câmara Municipal tomou duas medi­das importantes no ano passa­do. Uma delas foi a manuten­ção do número de vereadores para a próxima legislatura. Havia uma pressão interna para que o número de cadeiras fosse elevado de 17 para 21, porém o presidente da Casa, Rodrigo Vasconcelos de Almei­da Kaboja (PSD), decidiu não levar essa proposta ao plenário, ficando assim mantido o atual número de vagas.

Já os salários, que inclusive estão sendo contestados na Justiça através de uma Ação Civil Pública, proposta pelo Ministério Público Estadual, que pede a redução dos atuais R$ 10,6 mil para R$ 6,1 mil, a Câmara também decidiu não fazer alterações. Em sessão realizada no dia 20 de agosto do ano passado, os vereadores aprovaram por unanimida­de a manutenção dos atuais salários, de R$ 10,6 mil, para a Legislatura 2017/2020. Os salários atuais do prefeito, R$ 20,2 mil, e do vice, R$ 10,6 mil, foram mantidos para o próxi­mo mandato.

© 2009-2016. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.