sábado, 1 de Outubro de 2016 11:00h TSE

Celular e máquina fotográfica são proibidos na cabina de votação

A cabina de votação é o local reservado da seção elei­toral em que o eleitor pode expressar, com total sigilo e inviolabilidade, seu voto na urna eletrônica. Assim, quando se dirigir à cabina de votação, o eleitor deve tomar cuidado para respeitar as proibições contidas na legislação eleitoral para que tudo corra dentro da normalidade no instante do voto.

Com o objetivo de assegu­rar o sigilo da votação, não é permitido ao eleitor, na cabi­na, o uso de celular (inclusive para tirar “selfie” do momento do voto). Também são proi­bidos máquinas fotográficas, filmadoras, equipamentos de radiocomunicação ou qual­quer instrumento que possa comprometer esse sigilo. Cabe à mesa receptora reter esses ob­jetos enquanto o eleitor estiver votando.

O ministro do Tribunal Su­perior Eleitoral (TSE), Admar Gonzaga, ressalta que “quando o eleitor se dirige ao local de vo­tação, é necessário ter em men­te que está ali para o exercício de um direito de alta relevância na sua condição de cidadão”. “É um momento solene, em que ele exerce o seu direito de se expressar democratica­mente para escolher, dentre os candidatos que concorrem, aqueles que entendam serem os mais aptos para exercer os cargos em disputa: cargos que determinam o exercício, pelo prazo de quatro anos, do mandato de prefeito e vereador, por exemplo, que cuidam das competências executivas e le­gislativas, respectivamente, no plano municipal”, acrescenta.

Sobre o sigilo do voto, o ministro salienta que “tão im­portante é esse direito que o cidadão deve exercê-lo com absoluta liberdade, ou seja, é dever da Justiça Eleitoral zelar para que o eleitor vote sem qualquer assédio, intervenção ou constrangimento”. “Mais que isso, a garantia do sigilo do voto se projeta como benefício para a sociedade, haja vista que a percepção de liberdade, para se manter íntegra, não pode ser abalada por episódios que se convertam em desconfiança contra o processo democrático. Com efeito, atuar contra a li­berdade do voto, em qualquer hipótese, tem repercussão contra os interesses da socie­dade e do país como nação. Isso porque o direito ao voto livre e consciente é um direito de igual valor para todos os cidadãos que estejam no pleno gozo de seus direitos políticos”, afirma o ministro.

Admar Gonzaga alerta que atentar contra a liberdade do voto é crime, conforme previsto no artigo 312 do Código Eleito­ral (Lei nº 4.737/1965). “Portan­to, caso o eleitor se apresente ao local de votação portando algum tipo de equipamento (máquina fotográfica, filmado­ra, celular, tablet, etc.) capaz de registrar o próprio voto, deverá ser advertido a não utilizá-lo pelos mesários a serviço da Justiça Eleitoral”, observa.

“No caso de desobediência ou que a utilização desse tipo de equipamento seja apenas percebida após o exercício do voto, o fato deverá ser registra­do em ata, pelo presidente da Mesa Receptora, para fins de apuração da hipótese de cri­me ou outra espécie de ilícito, dentre os quais a corrupção eleitoral, que, além de igual­mente constituir crime, pode determinar a cassação do man­dato do eleito, caso se apure a participação direta ou indireta do eleito no ilícito”, destaca o ministro.

LEMBRETE

No momento de votar, o eleitor pode levar para a cabina uma “cola”, um lembrete, ou seja, um papel com os núme­ros de seus candidatos para que possa marcar na urna eletrônica.

MANIFESTAÇÃO SILENCIOSA

No dia da votação, é per­mitida apenas a manifestação individual e silenciosa da pre­ferência do eleitor por partido político, coligação ou candi­dato, revelada exclusivamente pelo uso de bandeiras, broches, dísticos e adesivos.

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