sexta-feira, 26 de Agosto de 2016 16:57h Jotha Lee

Desemprego cresce mais de 800% em Divinópolis no primeiro semestre do ano


O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou ontem o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) relativo ao mês de julho. O Caged mede o comportamento do emprego formal em todo o país e apresenta as estatísticas dos municípios brasileiros relativas à abertura e fechamento de postos de trabalho com carteira assinada.

Os dados divulgados ontem mostram que o desemprego disparou nesse ano na cidade e setores que sempre puxaram a economia local, oferecendo a maior oferta de vagas, não suportaram o tamanho da crise e estão demitindo desde o ano passado. De acordo com o Caged, Divinópolis é uma das cidades do estado que mais fecharam vagas nesse ano.

Somente em julho, foram fechados 255 postos de trabalho com carteira assinada em Divinópolis, o que representa um aumento de 268,42% em relação a junho. A situação fica ainda mais grave quando é feita a comparação dos sete primeiros meses do ano, com igual período de 2015. De janeiro a julho do ano passado, foram fechadas 83 vagas de trabalho com carteira assinada na cidade. No mesmo período desse ano, foram extintos 682 postos no mercado formal, o que representa um crescimento no desemprego de 821,68% .

 

INDÚSTRIA

 

O que mais causa preocupação a sindicalistas representantes dos trabalhadores em Divinópolis, é que o crescimento do desemprego está afetando os setores mais importantes na economia da cidade. A situação só não foi mais grave no primeiro semestre do ano, porque o setor de serviços suportou a crise e abriu 322 vagas de emprego. Foi o único setor que conseguiu fechar os primeiros sete meses do ano com saldo positivo.

A indústria de transformação foi o setor que mais sofreu e o segmento das confecções foi o que mais demitiu, expondo de vez a crise que o setor enfrenta, conforme admite o presidente do Sindicato da Indústria do Vestuário de Divinópolis (Sinvesd) Marcelo Marcos Ribeiro. “Todos os setores da economia passam por dificuldades e Divinópolis perdeu muito o foco, perdeu a identidade da confecção na cidade”, assegura. De janeiro a julho desse ano, a indústria fechou 373 postos de trabalho com carteira assinada. Somente na indústria de confecções, foram 205 vagas fechadas, vindo a seguir o setor metalúrgico, com 172 postos fechados.

Outros dois segmentos da economia da cidade que sempre estiveram entre os líderes na oferta de emprego formal, também perderam o fôlego em função da crise que afeta o país. No comércio, o sumiço da clientela obrigou a uma onda de demissões. De janeiro a julho, o setor fechou 397 vagas formais, sendo o segmento que mais demitiu nos primeiros sete meses do ano. A construção civil, que nos últimos anos foi um dos motores da economia da cidade, também continua sentindo os efeitos da crise. De janeiro a junho desse ano, o setor fechou 204 vagas no mercado formal de trabalho.

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