terça-feira, 6 de Setembro de 2016 17:13h Jotha Lee

Escolas estaduais farão paralisação no dia 9 de setembro

A paralisação será para pressionar o governo a cumprir os compromissos assumidos, mas que ainda estão pendentes

POR JOTHA LEE

jotalee@gazetaoeste.com.br

 

As escolas estaduais de Minas Gerais farão uma paralisação no dia 9 de setembro para pressionar o governo a cumprir os compromissos assumidos, mas que ainda estão pendentes. Conforme a coordenadora do Departamento de Políticas Sociais e Imprensa do SindUte, Maria Catarina Vale, antes da paralisação do dia 9, foi realizada ontem (5) uma Assembleia Municipal para discutir carreira, salário, aposentadoria e reivindicações anteriores. No estado, são mais de 3.600 escolas estaduais e, em Divinópolis, são 34. Com a paralisação, mais 2 milhões de alunos da rede estadual serão atingidos, e em Divinópolis serão mais de 22 mil estudantes afetados. De acordo com Maria Catarina, o SindUte ainda está em negociação com o Estado e umas das reivindicações é o pagamento do piso salarial. “Nós temos ainda o pagamento do retroativo do reajuste de 11,36% do Piso Nacional Salarial de fevereiro, março e abril deste ano, que não recebemos”, informa.

Conforme a coordenadora do SindUte, outro ponto reivindicado pela categoria são as progressões na carreira a partir de janeiro deste ano, que ainda não avançou como prometido. “Os motivos são muitos para que esta categoria feche todas as escolas no dia 9 de setembro”, ressalta. Maria Catarina frisa que, até o dia da paralisação, o Governo do Estado precisa dar respostas, pois desde fevereiro está em negociação com a categoria. De acordo com a coordenadora do SindUte, no dia 9 de setembro, será realizada uma Assembleia Estadual, em Belo Horizonte, para discutir as reivindicações da categoria. “Nós estamos aguardando resposta de uma lei que foi assinada neste ano, que é a lei N° 22.062/16, que foi uma conquista para a categoria, mas o primeiro pacto conosco foi em 2015, de pagar o Piso Nacional Salarial”, afirma.

O artigo 1° da Lei N° 22.062/16 estabelece que: “Ficam reajustados em 11,36% (onze vírgula trinta e seis por cento): I – os valores de vencimento dos cargos das carreiras do Grupo de Atividades de Educação Básica do Poder Executivo e o Abono Incorporável; II – as gratificações de função de Coordenador de Escola e de Coordenador de Posto de Educação Continuada – Pecon; III – o vencimento dos cargos de provimento em comissão de Diretor de Escola e de Secretário de Escola e o subsídio do cargo de provimento em comissão de Diretor de Escola do Colégio Tiradentes da Polícia Militar”. “Essa lei surgiu após retornarmos neste ano e ver que o Governo do Estado teria que pagar o Piso Salarial já no mês de fevereiro, e não pagou. O acordo conosco, em 2015, é que o pagamento seria imediato, porque Piso Salarial não precisa de greve”, enfatiza.

 

GREVE

 

Segundo Maria Catarina, na Assembleia Estadual, será feito o Conselho Geral na parte da manhã e, às 14h, no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), será realizada a Assembleia Estadual. A coordenadora do SindUte informa que, a princípio, está programada apenas a paralisação do dia 9 de setembro e a possibilidade de uma greve será discutida na Assembleia Estadual. “Quero deixar claro para os pais que a paralisação é dia 9, e na segunda-feira todos na escola. Pode decorrer dos debates que aponte uma greve por tempo indeterminado, mas por enquanto não tem nada definido”, esclarece.

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