terça-feira, 20 de Setembro de 2016 14:46h Pollyanna Martins

Escolas estaduais fazem nova paralisação

A paralisação será amanhã e depois de amanhã, como protesto contra o PL 257, a PEC 241, o PL 4567, a reforma da previdência e outras reivindicações

As escolas estaduais de Minas Gerais farão uma para­lisação de 48 horas. As aulas serão suspensas amanhã e depois de amanhã para a categoria protestar contra o Projeto de Lei (PL), 257, a PEC 241, o PL 4567, a reforma da previdência, a Lei da Mordaça, em defesa da lei do piso, pelo cumprimento dos acordos assinados pelo Governo de Minas, pelo avanço das nego­ciações e o cancelamento ime­diato do edital de privatização de escolas estaduais de Minas Gerais. A última paralisação foi feita no dia 9 de setembro e, na ocasião, houve uma assem­bleia geral em Belo Horizonte para discutir as reivindicações dos profissionais da educação.

Conforme a coordenadora do Departamento de Políticas Sociais e Imprensa do SindUte, Maria Catarina Vale, na assem­bleia, foi definido o calendário de lutas. De acordo com Maria Catarina, dentro do calendário já havia definida uma para­lisação nacional no dia 22 de setembro, e os profissionais de educação de Minas Gerais aprovaram a paralisação no dia 21 de setembro, para for­talecer a paralisação nacional. “Nós estamos em processo de lutas, de resgate de direitos em todas as instâncias da classe trabalhadora”, reforça. Segundo a coordenadora do SindUte, no dia 21 de setem­bro, o sindicato fará uma mo­bilização a partir das 7:30h, no quarteirão fechado da Rua São Paulo. A ação tem como objetivo fortalecer as reivin­dicações da classe. Conforme Maria Catarina, no dia 22 de setembro, os profissionais da educação se reúnem mais uma vez em uma assembleia geral em Belo Horizonte. “É a segunda etapa da nossa mobilização, e nós não avan­çamos nas negociações com o Governo do Estado”, informa.

Uma das reivindicações da categoria é o pagamento do retroativo do piso salarial, que será parcelado em 10x pelo Governo do Estado. Segundo Maria Catarina, o sindicato não conseguiu dialogar com o governo para que o paga­mento seja feito em uma única parcela. “O Governo disse que irá pagar em 10x, e a primeira parcela já será paga neste mês. Mas eu já adianto que não tem acordo com o sindicato, e nós estamos tentando ver se con­seguimos reverter esta situa­ção”, revela. Se todas as escolas estaduais aderirem à paralisa­ção, mais de 22 mil alunos das 34 escolas estaduais da cidade serão afetados. No Estado, são mais de 3.600 escolas estadu­ais, o que afeta 2 milhões de alunos. De acordo com a co­ordenadora do SinUte, ainda não foi levantada a possibili­dade de uma greve por tempo indeterminado. “Ainda não foi cogitada a greve por tempo in­determinado, mas nós temos muitos desafios pela frente. Até agora, cerca de 40% das escolas de Divinópolis, entre parcial e total, irão aderir a este movimento”, afirma. O profissional que tiver interesse em participar da assembleia geral, no dia 22 de setembro, em Belo Horizonte, deve ligar no sindicato até hoje, às 10h, e deixar o nome. O telefone para contato é (37) 3222-3326.

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