terça-feira, 4 de Outubro de 2016 16:50h Mariana Gonçalves

Família de paciente com câncer faz apelo para conseguir vaga em hospital

MARIANA GONÇALVES
mariana.goncalves@gazetaoeste.com.br

 

O quadro de saúde de Val­dinéia Lurdes Santos, 26 anos, gerou comoção de diversas pessoas em Divinópolis - en­tre familiares, amigos e até mesmo pessoas que nunca tiveram contato com ela. O motivo é que Valdinéia está internada na UPA 24h, devido ao diagnóstico de um tipo raro de leucemia, a situação é complicada e a paciente necessita iniciar o tratamen­to o mais rápido possível, entretanto, segundo relato de pessoas próximas a ela e que estão acompanhando a situação, os médicos dizem não ter vaga no hospital da cidade para transferência, notícia essa que gerou o de­sespero da paciente, é claro, e das pessoas à sua volta.

Valdinéia é mãe de duas crianças. Conforme destacou sua irmã, Patrícia Oliveira, a situação é grave, e quanto maior for a demora em conse­guir a vaga no hospital, ainda mais complicado se torna o seu quadro de saúde. Bastante abalada com toda esta situa­ção, Patrícia pediu que as pes­soas orassem por Valdinéia e que medidas fossem tomadas para que tão logo a irmã fosse atendida com os tratamentos necessários.

O assunto esteve entre os mais replicados nos grupos de WhatsApp dos divinopo­litanos durante todo o dia de ontem.

Em nota, a assessoria de comunicação da Prefeitura de Divinópolis confirmou que a paciente, Valdinéia Santos, está internada na UPA, aguardando para ser transferida para uma unidade especializada. Porém, ainda em nota, a assessoria ale­gou que a transferência é de responsabilidade da Central de Regulação de Leitos do Estado.

ACCCOM

A assessoria de comunica­ção da Associação do Comba­te ao Câncer do Centro Oeste de Minas (ACCCOM) nos informou que o oncologista hematologista, Dr. João Paulo Oliveira, está tomando frente do caso da paciente.

Ainda segundo a ACC­COM, a transferência de Val­dinéia para o Hospital do Câncer deveria ocorrer ainda no dia de ontem.

A DOENÇA

A leucemia é uma doença maligna originada na medula óssea, local onde as células do sangue são produzidas. Os glóbulos brancos (leucócitos) são as células acometidas e se reproduzem de forma des­controlada, gerando os sinais e sintomas da doença.

As leucemias se dividem nas categorias mielóide e linfóide, de acordo com a célula envolvida. No primeiro caso, deriva da célula-tronco mielóide, e pode ser o granu­lócito, o eosinófilo, o basófilo, o monócito ou o eritrócito. No segundo caso, o linfócito é a célula doente.

Há, ainda, uma classifica­ção de acordo com a velocida­de de divisão dessas células: leucemia crônica, quando essa divisão é mais lenta, e leucemia aguda, quando a velocidade é rápida. As leu­cemias crônicas se desenvol­vem lentamente e as células envolvidas são mais parecidas com a célula normal (mais di­ferenciadas), permitindo que, mesmo doentes, mantenham algumas de suas funções nor­mais no organismo da

pessoa. Já as leucemias agudas são de progressão rá­pida e afeta as células jovens, ainda não completamente formadas (chamados blas­tos), que não preservam suas funções e afetam de forma importante a capacidade de defesa do organismo.

Há, então, quatro tipos principais de leucemias: Leu­cemia mielóide aguda (LMA), Leucemia mielóide crônica (LMC), Leucemia linfóide aguda (LLA), Leucemia linfói­de crônica (LLC).

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