quinta-feira, 6 de Outubro de 2016 14:50h Pollyanna Martins

Homem aguarda vaga por cirurgia há cinco dias

Werley Nascimento está na UPA desde sábado, após cortar o pulso em um acidente doméstico e perder o movimento de quatro dedos da mão
POLLYANNA MARTINS
pollyanna.martins@gazetaoeste.com.br
 
 
O motorista Werley Nasci­mento dos Santos está há cin­co dias na Unidade de Pronto Atendimento Padre Roberto (UPA 24h) aguardando por uma cirurgia no pulso. De acordo com a cunhada do mo­torista, a manicure Michelle Silva de Oliveira, Werley cortou o pulso em um acidente do­méstico com um vidro no últi­mo sábado (1) e foi levado para a UPA. Ao chegar à unidade, o motorista foi informado que precisaria passar por uma ci­rurgia, uma vez que perdeu os movimentos de quatro dedos da mão. Conforme Michelle, no dia do acidente, o médico encaminhou Werley para a sutura e, após o ferimento ter sido fechado com pontos, o motorista foi internado para aguardar vaga para fazer a cirurgia. “Chegou à UPA, o médico falou que ele ia ter que fazer cirurgia, o internaram e fizeram só um curativo nele”, conta.

Segundo a manicure, a unidade está superlotada e Werley está no corredor da UPA. De acordo com Michel­le, depois de feito, o curativo só foi trocado na noite dessa terça-feira (4). A manicure conta ainda que nenhum mé­dico da unidade fez qualquer nova avaliação no cunhado até a noite de terça-feira. “Ele chegou à UPA por volta de 23h no sábado e o médico que o atendeu disse que ele iria ficar sem trabalhar, porque ele tinha cortado o tendão e perdido os movimentos do dedo, e que o caso dele era ci­rurgia. O médico falou só isso no sábado, e depois disso ne­nhum médico esteve com ele mais. Ele ficou três dias com o mesmo curativo”, relata. Con­forme Michelle, a família foi informada que Werley ficará internado até conseguir a vaga para fazer a cirurgia e que não há previsão de quando isso acontecerá. “Os funcionários da UPA disseram que tem 17 pessoas na frente dele espe­rando vaga para fazer cirurgia ortopédica”, relata.

De acordo com a mani­cure, a família procurou a opinião de uma profissional da área da saúde, e a mesma disse que a cirurgia deveria ter sido realizada no dia do acidente, para que o motorista não perdesse os movimentos dos dedos. A profissional disse ainda que a falta de ortope­dista no Hospital São João de Deus (HSJD) interfere direta­mente nos casos de cirurgia ortopédica. “Ela disse que, no caso do meu cunhado, ele tinha que ter sido transferido para outra cidade no dia do acidente para fazer a cirurgia, para o tendão não encolher e ele não perder os movimentos da mão”, detalha.

PREFEITURA

A Prefeitura de Divinópolis informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o motorista está aguardando vaga para cirurgia ortopédi­ca e que não tem previsão para que o procedimento seja realizado.

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