quarta-feira, 31 de Agosto de 2016 15:32h Atualizado em 31 de Agosto de 2016 às 16:52h. Jotha Lee

MP pede impugnação de todos os candidatos a prefeito de Nova Serrana

Candidatos ao Executivo de Carmo do Cajuru têm registros deferidos pela Justiça Eleitoral

POR JOTHA LEE

jotalee@gazetaoeste.com.br

 

As eleições municipais em algumas estão a todo vapor e, além de Divinópolis, em outras cidades da região, candidatos a prefeito também estão às turras com a Justiça Eleitoral, tentando validar seus registros. Há ainda o caso de São Sebastião do Oeste, onde o número de eleitores é maior que a população registrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além de dezenas de candidatos a vereador já com pedido de registro indeferido, em atendimento aos pedidos de impugnação apresentados pelo Ministério Público Eleitoral (MPE).

Em Bom Despacho, cidade com 49.650 habitantes e 37.771 eleitores, 113 candidatos disputam uma cadeira na Câmara Municipal e três concorrem ao Executivo. O atual prefeito Fernando Cabral (PPS), concorre à reeleição e já teve seu registro deferido pela Justiça Eleitoral, mesma situação do radialista Maurício Reis, candidato pelo PRB. O ex-prefeito da cidade, Haroldo Queiroz, que tenta voltar à Prefeitura pelo PMDB, aguarda a decisão da Justiça, já que seu registro foi impugnado pelo MPE. O limite de gastos na campanha para cada candidato a prefeito da cidade é de R$ 211.517,87.

Haroldo Queiroz tem um histórico negativo com a Justiça Eleitoral. Em 2102, ele e o cantor sertanejo Zezé di Camargo, foram condenados a oito anos de inelegibilidade e ao pagamento de multa de R$ 57 mil cada um. A juíza Sônia Helena Tavares, julgou procedente a Ação de Investigação Judicial movida pelo MPE, que denunciou os dois por propaganda extemporânea. De acordo com o MP, o fato teria ocorrido durante a festa de cem anos do município, quando o cantor, durante o show, estimulou o público a vaiar e desqualificar o então vereador Fernando Cabral e fazer promoção do prefeito. O ex-prefeito recorreu da decisão.

Já em 2014, o ex-prefeito de Bom Despacho, foi condenado por improbidade administrativa. A ação foi movida pelo MP após constatação de irregularidades nos serviços de urgência, emergência e obstetrícia da Santa Casa de Bom Despacho. A juíza Sônia Helena Tavares de Azevedo suspendeu os direitos políticos de Haroldo durante cinco anos, a partir do trânsito em julgado e pagamento de multa civil equivalente a 10 vezes o valor da maior remuneração que ele recebeu quando era prefeito. Haroldo Queiroz também recorreu e aguarda decisão de segunda instância.

 

CARMO DO CAJURU

 

Em Carmo do Cajuru, com 21.941 habitantes e 17.599 eleitores, são 113 postulantes a uma vaga na Câmara Municipal e três candidatos, sendo uma mulher, disputam o Executivo. Edson de Sousa Vilela (PSB), Ozires Oliveira (PPS) e Tainara Andrade (PT), já tiveram os registros de suas candidaturas deferidos pelo juiz Jacinto Copatto Costa. Para cada candidato a prefeito, o limite de gastos estipulado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é de R$ 108.039,06.

Já em Lagoa da Prata, município com população de 50.714 moradores e 34.614 eleitores, três candidatos disputarão a sucessão municipal e 106 concorrem a uma cadeira na Câmara. Os três candidatos a prefeito – Antônio Divino de Miranda (PV), Di-Gianne de Oliveira (PPS) e Paulo César Teodoro (PDT) – aguardam o deferimento dos seus registros, porém sem pedido de impugnação. Cada candidato a prefeito poderá gastar na campanha até R$ 141.524,11’.

Em Nova Serrana, com 92.332 habitantes e 51.050 eleitores, são 255 candidatos a vereador e três concorrentes a prefeito. O fato curioso é que o Ministério Público Eleitoral pediu a impugnação dos três postulantes ao Executivo da cidade. Euzébio Lago (PMDB), o atual prefeito Joel Martins (PTB), que concorre à reeleição, e o ex-prefeito Paulo César de Freitas (PSDB), aguardam o julgamento do pedido de impugnação formulado pelo MPE. No caso do ex-prefeito Paulo César, são quatro pedidos de impugnação de seu registro. o limite de gastos de campanha para cada candidato é de R$ 243.468,20.

Pará de Minas, cidade com 149.856 habitantes e 61.097 eleitores, tem 357 candidatos a vereador, superando Divinópolis, que tem 318 concorrentes a uma cadeira na Câmara Municipal. São quatro candidatos a prefeito, sendo Antônio Júlio, que concorre à reeleição pelo PMDB, Elias Diniz (PSD), José Assunção (PDT) e Paulo César Ferreira (PRB). Todos ainda aguardam o deferimento de seus registros. Cada candidato a prefeito da cidade poderá gastar até R$ 357.085,81 na campanha.

Em São Gonçalo do Pará, com 11.832 habitantes e 8.326 eleitores, 82 candidatos disputam a Câmara Municipal e dois concorrem pela prefeitura. Toninho André é candidato à reeleição pelo PMDB e Renato Fernandes disputa o Executivo pelo PPS. Ambos ainda aguardam o julgamento de suas candidaturas e cada um poderá gastar na campanha até R$ 249.907,76.

Já em São Sebastião do Oeste, o fato curioso é que o número de eleitores é superior ao número de habitantes. São 7.103 eleitores para 6.512 moradores. São 63 candidatos a uma cadeira na Câmara Municipal e dois disputam a prefeitura. Dorival Faria concorre à reeleição pelo PMDB e Belarmino Luciano disputa o Executivo pelo PDT. O limite de gastos de campanha para cada candidato é de R$108.039,06.

O número de habitantes das cidades mencionadas nessa reportagem foi fornecido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e refere-se à estimativa populacional para 2016 divulgada ontem pelo órgão. Já o número de eleitores foi fornecido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE/MG).

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