quinta-feira, 6 de Outubro de 2016 14:09h Agência Brasil

PF indicia Lula em investigação sobre contratos da Odebrecht

O ex-presidente teria usado sua influência para favorecer a construtora Odebrecht e rece­bido propina. O indiciamento foi feito com base na Operação Janus, deflagrada em maio des­te ano e que investiga contratos relacionados à construtora e pessoas ligadas ao ex-presi­dente Lula.

Na terça-feira, o Ministé­rio Público Federal recebeu o relatório final da PF que trata da operação e o indiciamen­to. Agora, o documento será analisado pelos procuradores do MPF. Após a análise, se os procuradores concordem com os argumentos da PF, poderá ser oferecida denúncia à Justiça contra o ex-presidente. Se isso ocorrer, a Justiça decidirá se aceita ou não a denúncia.

INSTITUTO LULA

Em nota, o Instituto Lula diz que o ex-presidente sempre agiu dentro da lei e que suas contas e dos parentes foram investigadas, sem que nenhu­ma irregularidade tenha sido encontrada. “O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sua vida investigada há 40 anos, teve todas as suas contas e de seus familiares devassadas, seu sigi­lo bancário, fiscal e telefônico quebrado e não foi encontrada nenhuma irregularidade. Lula não ocupa mais nenhum cargo público desde 1º de janeiro de 2011, e sempre agiu dentro da lei antes, durante e depois de ocupar dois mandatos eleitos como presidente da República”, diz a nota.

O instituto critica que o indiciamento tenha sido in­formado à imprensa. “A defesa do ex-presidente irá analisar o documento da Polícia Fede­ral, vazado para a imprensa e divulgado com sensacionalis­mo antes do acesso da defesa, porque essa prática deixa claro que não são processos sérios de investigação, e sim uma campa­nha de massacre midiático para produzir manchetes na impren­sa e tentar destruir a imagem do ex-presidente mais popular da história do país”.

OPERAÇÃO JANUS

Na ocasião, o MPF infor­mou, em nota, que a operação era referente "à investigação que apura se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pra­ticou tráfico internacional de influência em favor da Cons­trutora Odebrecht".

Em maio de 2015, a Pro­curadoria da República no Distrito Federal deu início à apuração "se o ex-presidente recebeu vantagens econômi­cas indevidas para influenciar agentes públicos estrangeiros notadamente na República Dominicana, Cuba e Angola, além de facilitar ou agilizar o trâmite de procedimentos de financiamentos de interesse das empresas do grupo Odebrecht junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)”.

Os procuradores investigam também suspeitas de irregulari­dades em outros financiamen­tos concedidos pelo banco ao conglomerado Odebrecht para obras no exterior, inclusive de empréstimos destinados à construção do Porto de Mariel, em Cuba, do Metrô de Caracas, na Venezuela e algumas obras no Panamá.

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