sexta-feira, 23 de Setembro de 2016 16:54h Jotha Lee

Prefeitura reage à entrevista de candidato petista

A entrevista do candidato do PT à prefeitura de Divinó­polis, Iris Almeida, publicada na edição de quarta-feira do Jornal Gazeta do Oeste, causou indignação na prefeitura. Em nota oficial, o Executivo con­testou o posicionamento do petista com relação à cobrança da taxa pelo serviço de trata­mento do esgoto. “Ao destacar a taxa de esgoto o candidato, que garante na entrevista ter ‘porta aberta para falar com o Governador’, utilizou o termo como ‘desumano’ para tentar forjar um caráter comoção. No entanto, a arbitragem da tarifa cabe à Agência Reguladora de Água e Esgoto (Arsae), autar­quia especial com autonomia administrativa, vinculada ao Governo do Estado, através da Secretaria de Estado do Desen­volvimento Regional e Política Urbana”, disse o Executivo através da nota oficial. .

O Executivo lembrou, ain­da, que em outubro de 2014, na condição de Chefe do Executi­vo eleito, o governador Fernan­do Pimentel, usou os mesmos argumentos para garantir que tomaria providências. Em tre­cho da entrevista à imprensa local, questiona: ‘Como é que a Copasa cobra a tarifa e não trata nenhum centímetro de esgoto?” (sic) Jornal Gazeta do Oeste, outubro de 2014’”.

De acordo com a nota, apesar das declarações do Go­vernador Fernando Pimentel, “nenhuma medida foi adotada em relação à Companhia de Saneamento, cujo mandatá­rio é o Governo do Estado. As obras em Divinópolis somente foram retomadas por exigência única do município em audi­ência realizada na Arsae”.

DESUMANO

A nota oficial do município contesta o a expressão ‘desu­mano’ para a taxa de esgoto e lembra que há outras situação que assim poderiam ser clas­sificadas. “No que se refere à condição de ‘desumano’, a Prefeitura lista situações que poderiam ser mediadas por aqueles que dizem ter amplo acesso ao Governo do Estado. Há de se destacar a deficiência de leitos em Divinópolis e na região, o que sobrecarrega o atendimento na UPA Padre Roberto”. Destaca também o não cumprimento do Estado no acordo com os municípios do Consórcio Intermunicipal de Saúde (Cis-Urg) para o funcionamento Serviço de Atendimento Móvel de Urgên­cia (Samu), com ambulâncias paradas em Divinópolis “que poderiam estar salvando vi­das”. E ataca: “E ainda o não cumprimento da promessa de repasse de R$ 17 milhões ao Hospital São João de Deus e o atraso do repasse da cota do ICMS aos municípios, di­reito legal, que tem deixado as prefeituras mineiras em situação difícil para cumprir os compromissos sociais e financeiros”.

O Executivo encerra a nota afirmando que o processo eleitoral deve ser pautado pela verdade. “Assim, restabelecida a verdade dos fatos, o Muni­cípio reafirma a certeza que o processo eleitoral deve ser pautado pela realidade, sejam nas conquistas ou dificuldades enfrentadas pelos municípios, mas sempre tendo a verdade como princípio básico de suas proposições”.

© 2009-2016. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.