terça-feira, 18 de Outubro de 2016 09:34h Mariana Gonçalves

Saiba quanto está alguns dos insumos básicos da construção civil em Divinópolis

O Núcleo de Pesquisas Econômicas (Nupec) da Faced pesquisou no mês de setembro em Divinópolis dezesseis estabelecimentos que comercializam materiais básicos de construção

Os itens pesquisados foram: cal, cimento, preço do metro cúbico da área, preço do metro cúbico da brita e tijolo cerâmico com oito
furos.
Os insumos que registraram as maiores variações de preços entre os depósitos de construção da cidade foram: brita, com 153,3%, areia grossa, 81,8%, e tijolo 8 furos, 68%.
O preço do cimento demonstrou uma dispersão entre o preço máximo e mínimo de 35%, sendo que o maior preço encontrado para o saco de 50 kg foi de R$17, contra R$14 para o menor preço.

 

FIQUE ATENTO
Especialistas alertam que, na hora de comprar material de construção, é preciso ter alguns cuidados. Realizar pesquisa de preços ainda é uma boa pedida. Na compra de cimento é importante verificar o prazo de validade na embalagem e evitar comprar o produto com grande antecedência do período em que será usado. Quanto à areia grossa, fina ou mesmo misturada, deve-se observar qual a necessidade da obra e evitar comprar quando o produto estiver úmido, para não haver alteração na qualidade.
O comprador deve verificar ainda se há terra ou pó de serragem misturados à areia, isso poderá provocar problemas na obra. Quanto aos tijolos, é importante saber que eles possuem proporções específicas para cada tipo de obra que será realizada e, em caso de dúvida, as medidas podem ser consultadas junto ao Instituto de Pesos e Medidas.
 

 

MERCADO
Reflexo da situação econômica do país e da falta de investimentos no setor, o empresário da construção civil do Estado está pessimista para 2017. O Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção de Minas Gerais (Iceicon-MG) abriu o ano em 28,1 pontos em janeiro, abaixo dos 50 pontos considerados índice de confiança e 6,6 pontos menor do que no mesmo mês de 2014 (34,7 pontos). O resultado é pior que o nacional, que também indicou pessimismo e atingiu 35,1 pontos.
Para o economista e coordenador do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Daniel Furletti, em entrevista ao portal Estado de Minas, o pessimismo dos empresários está ligado ao cenário econômico do Brasil. “Este ambiente deixa os empresários sem confiança. Estamos vivendo um momento de recessão e inflação combinados”, diz.
Por causa disso, e da falta de investimentos estruturantes no setor imobiliário, Furletti destacou que a confiança dos empresários do setor vem se deteriorando mensalmente desde o começo de 2015, tanto que o Iceicon-MG de janeiro de 2016 também foi menor que o índice registrado em dezembro do ano passado, de 30,5 pontos.
A pesquisa mostrou ainda maior descontentamento dos empresários quanto às condições atuais de negócios. Em janeiro, o indicador apontou 20,3 pontos abaixo do índice de dezembro de 2015 (24,8 pontos) e do registrado em igual mês do ano passado (28,4 pontos).

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