terça-feira, 27 de Setembro de 2016 17:25h Pollyanna Martins

SES registra 20 óbitos por H1N1 no Centro-Oeste mineiro

Em Divinópolis, foram notificados oito casos, sendo três óbitos

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES) divulgou ontem (26) um novo informe epidemiológico da gripe, e o balanço apontou um aumento no número de casos registrados e óbitos por H1N1 no Centro-Oeste mineiro. De acordo com o informe, o número de casos de Influenza A H1N1 subiu de 26 – notificados em agos­to – para 36 neste mês. Em Divinópolis, foram registrados oito casos, sendo três óbitos. Já na região Centro-Oeste, o número de óbitos passou de 15 para 20 em setembro. Os óbitos registrados foram em Bom Despacho (1), Campo Belo (5), Divinópolis (3), Dores do Indaiá (2), Formiga (1), Ita­pecerica (3), Itaúna (1), Lagoa da Prata (1), Pará de Minas (2) e Santo Antônio do Monte (1).

Segundo a Secretaria de Saúde, neste ano, o vírus In­fluenza começou a circular antecipadamente; situação denominada por sazonali­dade atípica, porém não se pode concluir que tal fator foi determinante para o aumento no número de óbitos. Ainda conforme a SES, acredita-se que a circulação mais precoce do vírus possa, de fato, estar relacionada à forte tempora­da de Influenza, ocorrida no hemisfério norte, neste último inverno. Porém uma explica­ção mais possível ainda não foi determinada, haja vista que o comportamento ocor­rido nesse período poderá ser mais bem descrito no próximo ano. “No entanto, sabe-se que há muito tempo o vírus Influenza sempre surpreende, dada sua capacidade de varia­bilidade genética”.

De acordo com a secre­taria, até o momento, foram notificados 4.449 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sendo 2366 (53,2%) com amostra coletada e processada. No Centro-O­este, foram notificados casos em Bom Despacho (1), Cam­po Belo (6), Divinópolis (8), Dores do Indaiá (3), Formiga (3), Itaguara (1), Itapecerica (5) Itaúna (2), Lagoa da Prata (1), Pará de Minas (4), Pitangui (1) e Santo Antônio do Monte (1). Dos casos associados à Influenza, 617 (95,4%) eram Influenza A e naqueles em que foi identificado o vírus A, o subtipo A (H1N1)pdm09 é o de maior proporção, com 403 (65,3%) casos. A SES in­formou que, dos 617 casos de SRAG, 227 evoluíram para óbito. Desses óbitos causados por Influenza, 153 foram por Influenza A (H1N1); 67 por In­fluenza A não subtipado; qua­tro por Influenza B e outros três óbitos por Influenza, em que não foi possível classificar o subtipo do vírus.

PERFIL DOS ÓBITOS

O número de óbitos deste ano já ultrapassa o do ano pas­sado. Segundo a SES, em 2015 foram notificados 188 óbitos de SRAG à vigilância, sendo 15 óbitos (8,0%) associados ao vírus Influenza, em Minas Gerais. Entre os óbitos por Influenza, a média da idade foi de 55 anos, variando de 9 a 92 anos. O maior número de casos óbitos foi em adultos ≥ 60 anos (74), seguido de por­tadores de outros fatores de risco (38) e cardiopatas (46). A Secretaria ressaltou que fatores importantes, como melhoria do diagnóstico, no sistema de notificação, além da divulgação de dados pelos diversos meios de comuni­cação, têm contribuído para uma sensibilidade mais apu­rada por parte dos profissio­nais de saúde e da população como um todo em relação à doença, resultando em me­lhoria na qualidade de dados e detecção de pacientes que apresentam os sintomas da doença e enquadram na defi­nição de casos suspeito.

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