sábado, 14 de Abril de 2018 12:30h Atualizado em 14 de Abril de 2018 às 09:17h. Portal Gazeta do Oeste

Método adotado no abastecimento de água auxilia na redução da cárie dentária

A aplicação é feita através de um sistema de saturador de flúor, que permite a preparação e a aplicação automatizada através de bombas dosadoras

A Prefeitura de Carmo do Cajuru, por meio do Serviço Autárquico de Água e Esgoto – SAAE, adotou o processo de fluoretação da água de abastecimento do município. O método consiste na adição de flúor na água para consumo humano como medida preventiva de eficácia comprovada, que reduz a prevalência de cárie dental.

Para a implementação da fluoretação das águas no sistema de abastecimento público, a Secretaria Municipal de Saúde realizou um levantamento do índice CPO-D (C = Cariados; P = Perdidos; O = Obturados; D = Dentes), que apontou a necessidade de fluoretação da água no município numa concentração entre 0,6 e 0,8 mg/L de teor de flúor. Os dados foram submetidas e aprovadas pelo Conselho Municipal de Saúde da cidade.

A aplicação é feita através de um sistema de saturador de flúor, que permite a preparação e a aplicação automatizada através de bombas dosadoras. O sistema de saturação proporciona perfeita dissolução e garante um residual de flúor contínuo na rede de abastecimento público. O monitoramento do teor de flúor é realizado diariamente, junto com demais parâmetros, que asseguram a qualidade da água.

De acordo com a Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (ASSEMAE), a fluoretação da água representa uma das principais medidas de saúde pública no controle da cárie dentária. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, admite que o poder preventivo da água fluoretada é de 40% a 70%, em crianças, reduzindo também a perda dos dentes em adultos entre 4% a 60%. Um estudo publicado online no Journal of Dental Research mostrou que adultos que passaram mais de 75% de seu tempo de vida, em comunidade com águas fluoretadas, tinham 30% menos cárie dentária em comparação com adultos que moraram mais de 25% de seu tempo de vida em comunidades sem água fluoretada.

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