quinta-feira, 15 de Outubro de 2015 12:33h

Água para Todos: 133 mil tecnologias para produção já foram entregues no Semiárido

Com os reservatórios, famílias pobres conseguem criar animais e manter o cultivo de alimentos mesmo durante a seca

Com as tecnologias sociais de acesso à água, as famílias do Semiárido estão aprendendo a conviver com a estiagem e produzindo alimentos. Entre 2003 e setembro deste ano, 133 mil tecnologias foram entregues a agricultores familiares de baixa renda da região por meio do programa Água para Todos. Cisternas do tipo calçadão e de enxurrada, barragens subterrâneas e barreiros trincheira são alguns dos modelos com capacidade de armazenar entre 52 mil e 500 mil litros de água coletada no período de chuvas. A implantação das tecnologias sociais de captação e armazenamento de água, aliada a outras políticas públicas, tem permitido a convivência com o Semiárido e transformado a vida de milhares de famílias ao assegurar o acesso à água para o consumo humano e para a produção de alimentos.

Além das tecnologias para produção, o programa ainda garantiu água de qualidade para o consumo de mais de 1,2 milhão de famílias do Semiárido. Para isto, foram implantadas cisternas que armazenam até 16 mil litros de água da chuva e atende a uma família de até cinco pessoas por um período de oito meses de estiagem.

O acesso à água possibilitou melhoria da qualidade de vida e da saúde das famílias. As maiores beneficiadas são mulheres e crianças, sobre quem recaía a tarefa de ter que caminhar longas distâncias e perder várias horas do dia para buscar água. Antes das cisternas, cada família perdia, em média, até seis horas por dia para ir buscar água em açudes – tempo que hoje pode ser dedicado a outras tarefas e para a melhoria da convivência familiar.

O Água para Todos é um programa do governo federal, executado pelos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), da Integração Nacional, do Meio Ambiente, além da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), da Fundação Banco do Brasil, da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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