sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2015 13:22h

Brasil responde por 15% da produção mundial de fibra do amianto

Apesar de questionamentos, indústria garante segurança no processamento de crisotila

Apesar dos riscos para a saúde humana, o amianto movimenta uma grande cadeia produtiva em todo o mundo. O Sumário Mineral 2014, do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), estima as reservas mundiais de crisotila - uma das variedades do amianto - em 200 milhões de toneladas. Em 2013, a produção mundial foi de 1,9 milhão de toneladas, mostrando-se estável na comparação com os anos anteriores.

Conforme o levantamento do DNPM, a Rússia é o maior produtor de crisotila, responsável por mais da metade da produção mundial, seguida por China (400 mil toneladas anuais) e Brasil (290 mil toneladas). Em 2013, apesar da queda de 4,5% na produção nacional, o País continuou sendo responsável por 15% da fabricação mundial. Já no primeiro semestre de 2014, a produção do amianto teve um aumento de 5,17%.

Com relação às vendas da fibra de crisotila em 2013, 55,8% destinaram-se ao mercado interno, especialmente os Estados do Paraná, Goiás, São Paulo, Santa Catarina e Rio de Janeiro. O País importou 521 toneladas de produtos manufaturados de crisotila em 2013, o que significou uma redução de 15% em relação a 2012.

O DNPM também contabilizou a exportação de 125 mil toneladas de fibras de crisotila em 2013, o que representou uma redução de 16,5% com relação ao ano anterior. Os principais países compradores da fibra brasileira foram Índia, Indonésia, Colômbia, Malásia, Bolívia e México. Já a exportação de produtos manufaturados de amianto teve um aumento de 9,4% com relação a 2012. Em 2013, houve uma redução de 0,4% no consumo de fibras de crisotila no País, que totalizou 165 mil toneladas.

Ainda segundo o Sumário Mineral 2014, na única mina de amianto do Brasil, em Minaçu (Goiás), em 2013 foram investidos R$ 6,3 milhões em aquisição e reforma de equipamentos, inovações tecnológicas e de sistemas, infraestrutura, meio ambiente e saúde e segurança no trabalho. A mina ainda possui reservas de 10,2 milhões de toneladas de fibras de amianto, o que lhe confere uma vida útil estimada em 28 anos.

Embora os dados mostrem uma significativa presença do amianto no País, o uso dessa fibra mineral é contestado em alguns Estados, incluindo Minas Gerais, onde foi editada a Lei 21.114, que prevê o banimento de todas as variedades da substância até 2023. A norma foi aprovada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em 2013.

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