terça-feira, 2 de Junho de 2015 10:37h

Cisternas nas Escolas: comunidade aprende sobre gestão da água no interior da Bahia

Pais, merendeiras e funcionários de escolas públicas rurais participam de encontro em Quijingue (BA). Ação é uma das primeiras no processo de construção de 1.150 cisternas escolares no estado

Em todo o Semiárido, serão 5 mil unidades entregues até 2016

Brasília, 1º – O projeto Cisternas nas Escolas, parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e a Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), vai construir 10 reservatórios de água em comunidades de Quijingue (BA), município a 322 quilômetros de Salvador, com mais de 70% da sua população vivendo no meio rural. E, antes da construção das cisternas escolares, as comunidades vão aprender a fazer a gestão da água armazenada, além de receberem noções de segurança alimentar e nutricional e de temas de convivência com o Semiárido para a educação infantil.

Pais, merendeiras e outros funcionários das escolas públicas rurais participam até esta terça-feira (2) de capacitação sobre gestão da água no ambiente estudantil. O encontro é um dos primeiros passos no processo para a entrega das 1.150 cisternas escolares na Bahia. Em todo o Semiárido, 5 mil unidades serão entregues até 2016.

 

Além de ser fundamental para captação da água da chuva em regiões que convivem com a seca, a construção das cisternas em escolas do Semiárido é um importante apoio na ampliação do acesso à água nas comunidades, como nas ações dos carros-pipas, que passam a contar com esta tecnologia social também para o atendimento das famílias da região.

De acordo com o coordenador-geral de Acesso à Água do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Igor Arsky, a participação dos funcionários no processo de construção e de gestão e aproveitamento da água é fundamental. “Todos devem participar, entender o processo e aprender sobre o manejo das cisternas nas escolas para que possam cuidar do reservatório e aproveitar bem o recurso que estará disponível para o consumo das crianças”, destaca.

No encontr o, a comunidade escolar vai aprender sobre o armazenamento, o tratamento e a disponibilização da água, além de assuntos como higiene e a importância do recurso natural na qualidade de vida da população da região.

A técnica em educação do Movimento de Organização Comunitária (MOC), ligado à ASA, Bernadete Carneiro, explica que, com a ação, pais e funcionários das escolas terão mais cuidado com a água. “Se eles não tiverem esse cuidado com a água, as crianças não terão esse direito garantido. Muitas levam a água de casa para a escola; às vezes, sem nenhum tratamento. Com as cisternas, os alunos terão água de qualidade que, com certeza, irá refletir no aprendizado. É uma melhoria de vida”, afirma Bernadete.

Na próxima semana (dias 8 e 9), a capacitação será voltada para os professores e coordenadores das escolas rurais do município. O objetivo é que eles possam utilizar em sala de aula temas que destaquem a importância da água e as iniciativas de convivência com o Sem iárido.

Projeto – A parceria entre o MDS e a ASA vai construir 5 mil cisternas para captação de água da chuva em escolas públicas rurais do Semiárido até 2016. O repasse do ministério para a ação é de R$ 69 milhões.

A cisterna escolar é construída nos mesmos moldes das cisternas de água para consumo familiar. Desde 2003, mais de 1,1 milhão de reservatórios foram instalados no sertão. Construída com placas de cimento, a cisterna escolar tem capacidade para armazenar 52 mil litros. Garante o acesso à água por até oito meses (contando 20 dias de aula por mês).

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