sexta-feira, 8 de Maio de 2015 13:00h

Codevasf apresenta ações de revitalização do São Francisco em seminário realizado pela Câmara dos Deputados

As ações de revitalização do São Francisco realizadas pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) foram apresentadas no seminário “Transposição e Revitalização do Rio São Francisco:

Impacto nas cidades ribeirinhas”, realizado nesta sexta-feira (08), em Pirapora (MG). O evento é uma iniciativa da comissão externa da Câmara dos Deputados que acompanha a execução das obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional (PISF) – do qual a Codevasf é operadora do sistema.
Na abertura dos trabalhos, o presidente da Codevasf, Elmo Vaz, fez uma explanação das principais intervenções da Companhia para revitalizar o Velho Chico no estado. “As ações que estamos realizando significam 'sangue novo' na veia do São Francisco para que possamos disponibilizar mais água de qualidade para o abastecimento humano”, ressaltou.
Ele ressaltou, em números, resultados de ações já realizadas pela Companhia no trecho mineiro do São Francisco. “Em Minas Gerais, por exemplo, estamos construindo sistemas de esgotamento em 56 municípios, já concluímos cerca de 40 e estamos executando ainda outros 16. No quesito controle de processos erosivos, em parceria com o governo do estado, já fizemos 860 proteção de nascentes. Além disso, já executamos 744 quilômetros na implantação de 70 mil barraginhas”, exemplificou Vaz.
Com a implantação, a ampliação e a melhoria de sistemas de esgotamento sanitário – que protegem e conservam os recursos hídricos –, a Codevasf já investiu R$ 598,9 milhões em obras do PAC concluídas nos estados onde atua. Em Minas Gerais, foram aplicados R$ 193,7 milhões. Os sistemas de esgotamento sanitário são compostos por estruturas como redes coletoras, ligações prediais e estações elevatórias e de tratamento. Entre os benefícios advindos dos sistemas destaca-se a minimização de focos de doenças e poluição do subsolo e de corpos hídricos.
Já para promover o controle de processos erosivos, a Codevasf investiu cerca de R$ 69 milhões em sua área de atuação com recursos do PAC. As intervenções protegem a água disponível nas localidades em que são realizadas. Entre os trabalhos empreendidos pela Companhia estão a criação de sistemas de monitoramento de águas e controle de cheias e de queimadas e a implantação de viveiros, além do apoio à operação de Centros de Referência em Recuperação de Áreas Degradadas – onde são realizadas, dentre outras ações, pesquisas para recuperação de ambientes degradados e alterados da bacia hidrográfica do rio São Francisco – e de Centros Integrados de Recursos Pesqueiros e Aquicultura – que têm entre suas atribuições repovoar as bacias hidrográficas em que a Codevasf atua com peixes de espécies nativas.

O trabalho de recuperação ambiental e controle de processos erosivos é realizado por diferentes métodos: revegetação; cercamento e proteção de nascentes, matas ciliares e topos de morro; construção de e terraços; readequação de estradas vicinais e estabilização de margens, entre outros.

Além de representantes da Codevasf, o seminário contou com a presença de diversas autoridades, como o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi; deputados federais Raquel Muniz, Raimundo Gomes de Matos e Rômulo Gouveia, integrantes da comissão sobre a transposição do São Francisco; prefeito de Pirapora, Léo Silveira, e lideranças estaduais e locais.

 

PISF
O Projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional, sob a responsabilidade do Ministério da Integração Nacional (MI), proporcionará segurança hídrica a 12 milhões de pessoas em 390 municípios dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. As bacias beneficiadas pela água do São Francisco serão: Brígida, Terra Nova, Pajeú, Moxotó e bacias do Agreste, em Pernambuco; Jaguaribe e Metropolitanas, no Ceará; Apodi e Piranhas-Açu, no Rio Grande do Norte; e Paraíba e Piranhas, na Paraíba.

O empreendimento terá extensão de 477 km e está dividido em dois Eixos de transferência de água – o Norte e o Leste. A obra, que está sendo executada pelo MI, contempla a construção de 4 túneis, 14 aquedutos, 9 estações de bombeamento e 27 reservatórios. O empreendimento garantirá o abastecimento de água desde grandes centros urbanos da região (Fortaleza, Juazeiro do Norte, Crato, Mossoró, Campina Grande, Caruaru) até centenas de pequenas e médias cidades inseridas no semiárido e de áreas do interior do Nordeste, priorizando a política de desenvolvimento regional sustentável.

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