quarta-feira, 29 de Abril de 2015 12:52h

Codevasf e Cemig repovoam manancial no Alto São Francisco

Dez mil alevinos das espécies curimatã-pacu e matrinxã, produzidos no Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Três Marias, da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf)

Dez mil alevinos das espécies curimatã-pacu e matrinxã, produzidos no Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Três Marias, da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), foram soltos nesta quarta-feira (29) no córrego Confusão, represa Balneário, no município de São Gotardo, no estado de Minas Gerais. A atividade é uma parceria com a Centrais Elétricas de Minas Gerais (Cemig) e visa o repovoamento de lagos e rios do Alto São Francisco.

Nos primeiros quatro meses deste ano a Codevasf já registra 42 mil alevinos das espécies curimatã-pacu e matrinxã lançadas durante peixamentos feitos em rios e lagos dos municípios de Três Marias, Martinho Campo, Pompeu e Bom Despacho. Para o segundo semestre estão previstas mais quatro ações de repovoamento por meio das quais serão soltos aproximadamente 72 mil alevinos destas espécies, e de piau verdadeiro, em mananciais hídricos dos municípios de Pompeu, Três Marias, Iguatama e Piumhi.

Até o final de 2015, a Codevasf deve repovoar os principais afluentes diretos do trecho mineiro do rio São Francisco com 120 mil alevinos de espécies nativas da bacia hidrográfica.  “A iniciativa busca não só o repovoamento da ictiofauna de rios, lagoas e grandes reservatórios hídricos da bacia do rio São Francisco, mas também a manutenção e o aumento dos estoques pesqueiros, garantindo o futuro da pesca e gerando renda para a população ribeirinha” explica Dimas Rodrigues, superintendente da Codevasf em Minas Gerais.

Para o biólogo Edson Vieira Sampaio, chefe do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Três Marias, os peixamentos trazem grandes benefícios ao meio ambiente, pois promovem a manutenção da biodiversidade, e contribuem para a pesca artesanal, importante atividade econômica da população ribeirinha.

“A soltura dos alevinos é, na maioria das vezes, feita por alunos de escolas da região beneficiada para que eles adquiram conhecimentos sobre educação ambiental, e se conscientizem da importância de preservar a flora e a fauna nativas”, aponta o biólogo da Codevasf.

Técnicos da Emater, do Instituto Estadual de Florestas (IEF) e da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), além da Companhia de Policiamento do Meio Ambiente, da Polícia Civil, vereadores e representantes da comunidade na região do Alto São Francisco participaram da atividade.

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