sexta-feira, 2 de Outubro de 2015 13:26h

Com repasse de R$ 8,9 milhões, MTE cria Universidade do Trabalhador

Universidade Federal de Santa Catarina vai construir plataforma tecnológica para capacitar 12 milhões de pessoas em cinco anos

A mesma tecnologia que permite que milhares de pessoas completem seus estudos pela internet vai estar disponível para a capacitação e qualificação dos trabalhadores brasileiros. Nesta quinta-feira (1º), em Florianópolis (SC), o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, assinou acordo de cooperação com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que permite a criação da Universidade do Trabalhador, uma plataforma de capacitação à distância que nasce para ser plenamente customizável e atender a maioria das demandas do mercado de trabalho.
A expectativa é de que os primeiros cursos-piloto estejam prontos em até 60 dias e mais de 12 milhões de trabalhadores possam ser beneficiados em até 5 anos.

Para que a UFSC cuide da construção da plataforma tecnológica e garanta todo o apoio para os primeiros passos da Universidade do Trabalhador, o Ministério do Trabalho e Emprego repassou à instituição R$ 8,9 milhões, para os primeiros 12 meses de trabalho, quando devem ser qualificados 150 mil trabalhadores. “De todas as ações que desenvolvemos até agora essa é a mais importante. A Universidade vai atender o interesse dos trabalhadores brasileiros e será disponibilizada para todas as entidades que tiverem interesse no treinamento e capacitação das mais diversas categorias”, destacou o ministro Manoel Dias no

O sistema desenvolvido pela UFSC ficará interligado com outras plataformas virtuais do MTE, como o CAGED, a RAIS e o Portal Mais Emprego. Serão oferecidos cursos de qualificação do trabalhador em três modalidades: à distância (EAD); semipresencial e com tutoria, dependendo do tipo de curso e do público alvo. “Será a maior e mais importante plataforma de ensino à distância do Brasil, porque ela vai atuar treinando trabalhadores nos quatro cantos do País”, destacou o Secretário Nacional de Políticas Públicas de Emprego do MTE, Geovani Queiroz.

Os recursos para o programa Universidade do Trabalhador são oriundos do Fundo de Amparo ao Trabalhador, que também aposta na qualificação para a melhoria da renda e conquista de melhores oportunidades pelo trabalhador. “Mais do que ceder os recursos, o FAT participa, porque acredita na importância desse programa, que vai chegar em todas as empresas e vai disseminar no Brasil a importância do trabalhador preparado e qualificado” destacou o presidente do Conselho do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), Virgilio Carvalho, presente à cerimônia.

Para a reitora da UFSC, Roselane Neckel, o programa premia o trabalho da instituição no desenvolvimento de novas tecnologias e no ensino à distância. “Somos uma universidade com expertise em ensino a distância e em novas tecnologia e agradeço muito esse reconhecimento, que está pronta para atender e capacitar, em parceria com o ministério, milhares de trabalhadores em todo o País”, destacou.


Conheça as etapas do projeto:

Etapa 1: Projeto Piloto – 1o ao 12o mês: Implantação inicial; Cadastro / QaD por internet; Integração com o sistema Mais Emprego (fase 1); Portal – versão 1; Testes e homologação da Arquitetura da Informação – versão 1;
Etapa 2 – 13o ao 24o mês: Incorporação das demais funcionalidades da plataforma; Incorporação de outras tecnologias (AVA / satélite / mobile); Integração com outros sistemas e serviços do MTE (fase 2); Portal - versão 2; Homologação da Arquitetura da Informação – versão 2;
Etapa 3 – 25o ao 36o mês: Disponibilização de todas as funcionalidades da plataforma; Refinamento de indicadores e informações estratégicas; Integração com outros sistemas e serviços do MTE (fase 3); Homologação da Arquitetura da Informação – versão 3.
Etapa 4 – 37o ao 48o mês: Integração com outros sistemas e serviços do MTE (fase 4); Massificação da plataforma; e Portal – versão 3; Homologação da Arquitetura da Informação – versão 4.
Etapa 5 – 49o ao 60o mês: Integração com outros serviços e sistemas do MTE (fase 5); Massificação da plataforma; Homologação da Arquitetura da Informação – versão 5.

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