segunda-feira, 25 de Maio de 2015 09:35h

Copasa retoma obras para despoluição da Lagoa da Pampulha

Intervenções incluem implantação das redes coletoras e interceptoras de esgoto

Com a liberação dos processos judiciais de desapropriação de áreas situadas em bairros de Contagem, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) retomará em junho as obras para implantação dos quatro quilômetros restantes das redes coletoras e interceptoras de esgoto da Lagoa da Pampulha.
A conclusão das intervenções, prevista para até 120 dias após seu início, representa o cumprimento do papel da companhia e do Governo de Minas Gerais no programa de despoluição do único candidato brasileiro ao título de Patrimônio da Humanidade concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Os mandados de imissão de posse referentes ao Beco Ibaté, Parque São João, Vila da Lua Nova, Vila Boa Vista e Vila Pérola já foram emitidos. O único processo que ainda não está liberado é o dos lotes onde serão construídos os prédios para reassentamento das famílias removidas, que hoje recebem bolsa moradia da prefeitura de Contagem.
O papel da Copasa no Programa de Despoluição da Lagoa da Pampulha é implantar mais de 100 quilômetros de redes coletoras e interceptoras e construir nove estações elevatórias nos bairros situados ao longo da bacia para encaminhamento do esgoto coletado em Belo Horizonte e Contagem à Estação de Tratamento – ETE Onça.
Mesmo sem a conclusão de todas as intervenções, a ETE Onça já apresenta um incremento na vazão de esgoto tratado de mais 22 milhões de litros por dia. Somente a estação elevatória do Zoológico/Pampulha, localizada no bairro Braúnas, bombeia mais de 10 milhões de litros de esgoto da margem esquerda para a margem direita da lagoa, de onde é levado para a unidade de tratamento.
A Bacia da Lagoa da Pampulha tem uma área de 98,4 quilômetros quadrados e é formada por oito sub-bacias, localizadas nos municípios de Belo Horizonte e Contagem. Ela faz parte da Bacia do Ribeirão do Onça e integra a Bacia do Rio das Velhas.

Histórico
Desde 2002, a Copasa investiu mais de R$ 430 milhões para despoluir a Lagoa da Pampulha, um dos principais cartões-postais da capital mineira. Estes recursos foram aplicados na construção da Estação de Tratamento de Efluentes – ETAF Pampulha, para retirar a poluição difusa das águas dos Córregos Sarandi e Ressaca e na Estação de Tratamento de Esgoto do Ribeirão do Onça, incluindo a implantação do tratamento secundário.
Os recursos são originários da própria Copasa e do Governo Federal, por meio do PAC II que, em 2010, destinou R$ 102 milhões para as ações de implantação de redes coletoras e interceptoras na Bacia da Lagoa da Pampulha.

Mobilização social
Além das intervenções da Copasa e das prefeituras de Belo Horizonte e Contagem, é fundamental que a população também se conscientize sobre o seu papel para a revitalização da Lagoa da Pampulha.
Atualmente, são mais de seis mil imóveis factíveis em Contagem – residências localizadas em ruas dotadas de rede de esgoto, mas que ainda não solicitaram a interligação.
Outro grande desafio é a disposição adequada dos resíduos sólidos. Para que esse material não chegue à lagoa por meio dos córregos afluentes, é necessário que cada cidadão descarte o lixo em locais apropriados.
Para contribuir com a conscientização popular, a Copasa desenvolve ações de educação ambiental junto às comunidades locais, incluindo visitas domiciliares para adesão das residências à rede de esgoto, informação sobre tarifa social, oficinas; cursos para capacitação de agentes mirins e caminhada ecológica.

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