segunda-feira, 25 de Maio de 2015 11:14h

Diretora-gerente do FMI visita beneficiários de programas sociais no Complexo do Alemão

Acompanhada da ministra Tereza Campello, Christine Lagarde ficou impressionada com as mulheres beneficiárias de políticas sociais que são microempreendedoras individuais

Ao visitar o Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, ficou impressionada com o custo do Bolsa Família – 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) – e os resultados do programa que beneficia 50 milhões de pessoas no país. Acompanhada da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, ela conheceu beneficiárias de políticas sociais que se formalizaram como microempreendedores individuais (MEI). "Foi muito interessante também conhecer as empreendedoras, porque o que eu vi foi como o empreendedorismo dá ainda mais suporte a todos os outros programas sociais."

Segundo Tereza Campello, a diretora também se surpreendeu com as histórias dos beneficiários das políticas sociais do governo federal. "Ela comentou sobre as casas que são feitas de cimento e não de pau a pique, como era conhecida a pobreza brasileira", disse. Outro fato que chamou a atenção de Lagarde, disse a ministra, foi que "as famílias têm geladeira, televisão, telefone, e as crianças estão na escola."

Lagarde também teve a oportunidade de conhecer o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. "Ela ficou impressionada como o Brasil organizou uma tecnologia sofisticada que custa pouco e que chega a quem tem que chegar. Viu que nossas ações estão garantindo o acesso da população à renda, à educação, ao empreendedorismo, à assistência técnica e às cisternas. Nosso esforço para combater a pobreza é multidimensional", ressaltou Campello.

Sobre o ajuste fiscal, a diretora-gerente do FMI afirmou que "a disciplina fiscal é a base essencial para garantir o financiamento de programas como o Bolsa Família". "Eles vão juntos, de mãos dadas. As pessoas que mai s sofrem com a indisciplina fiscal, ao final, são as pessoas mais pobres."

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