terça-feira, 19 de Maio de 2015 13:36h

Emprego industrial cai 0,6% em março

Em março de 2015, o total do pessoal ocupado assalariado na indústria mostrou queda de 0,6% frente ao patamar do mês imediatamente anterior

Em março de 2015, o total do pessoal ocupado assalariado na indústria mostrou queda de 0,6% frente ao patamar do mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, terceiro resultado negativo consecutivo, acumulando, nesse período, perda de 1,2%. Ainda na série com ajuste sazonal, na comparação trimestre contra trimestre imediatamente anterior, o emprego na indústria apontou retração de 0,7% no período janeiro-março de 2015, nona taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto, acumulando nesse período redução de 6,7%. No confronto com igual mês do ano anterior, o emprego industrial mostrou queda de 5,1% em março de 2015, 42º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e o mais intenso desde outubro de 2009 (-5,4%). No índice acumulado para o primeiro trimestre de 2015, o total do pessoal ocupado na indústria assinalou recuo de 4,6%, ritmo de queda ligeiramente mais acentuado do que o observado no último trimestre de 2014 (-4,4%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao recuar 3,9% em março de 2015, manteve a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1,0%).

Número de horas pagas varia -0,3% em março

Em março de 2015, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, apontou variação negativa de 0,3% frente ao mês imediatamente anterior, após ficar estável em fevereiro (0,0%) e registrar ligeiro acréscimo de 0,1% em janeiro último, quando interrompeu oito meses de taxas negativas consecutivas, período em que acumulou perda de 5,1%. Ainda na série com ajuste sazonal, na comparação trimestre contra trimestre imediatamente anterior, o número de horas pagas na indústria apontou retração de 0,4% no período janeiro-março de 2015, sétima taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto, acumulando, nesse período, redução de 7,7%.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o número de horas pagas teve redução de 5,1% em março de 2015, 22ª taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto. Houve um perfil disseminado de queda, já que 16 dos 18 ramos pesquisados apontaram redução. As principais influências negativas vieram de meios de transporte (-9,8%), produtos de metal (-10,1%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-10,4%), alimentos e bebidas (-2,1%), máquinas e equipamentos (-6,0%), calçados e couro (-9,5%), outros produtos da indústria de transformação (-8,6%), vestuário (-4,6%), metalurgia básica (-7,6%), minerais não-metálicos (-3,6%), papel e gráfica (-4,0%) e refino de petróleo e produção de álcool (-9,4%). Por outro lado, o setor de produtos têxteis, com ligeira variação de 0,1%, assinalou o único resultado positivo nesse mês.

No índice acumulado no primeiro trimestre de 2015, o número de horas pagas na indústria recuou 5,2%, praticamente repetindo a magnitude de queda observada no último trimestre de 2014 (-5,3%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. Nesta comparação, 17 dos 18 setores pesquisados apontaram redução. Os impactos negativos mais relevantes vieram de meios de transporte (-9,1%), produtos de metal (-10,1%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-10,0%), alimentos e bebidas (-2,2%), máquinas e equipamentos (-6,3%), outros produtos da indústria de transformação (-9,5%), calçados e couro (-8,9%), metalurgia básica (-8,3%), vestuário (-4,3%), papel e gráfica (-4,5%), minerais não-metálicos (-3,4%) e refino de petróleo e produção de álcool (-8,0%). Em sentido contrário, o setor de produtos químicos (0,0%) foi o único que não assinalou resultado negativo no índice acumulado no ano.
A taxa anualizada, ao passar de -4,4% em fevereiro para -4,6% em março, manteve a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1,0%).
Valor da folha de pagamento real varia 0,1% em março

Em março de 2015, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria ajustado sazonalmente mostrou ligeira variação de 0,1% frente ao mês imediatamente anterior, após mostrar quedas em janeiro (-0,7%) e fevereiro (-0,6%). Nesse mês, verifica-se a influência positiva do setor extrativo (11,8%), após recuar 17,9% no mês anterior, uma vez que a indústria de transformação (-0,4%) permaneceu apontando recuo pelo terceiro mês seguido.  Ainda na série com ajuste sazonal, na comparação trimestre contra trimestre imediatamente anterior, o valor da folha de pagamento real teve retração de 0,5% no período janeiro-março de 2015, quarta taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto, acumulando nesse período redução de 5,2%.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o valor da folha de pagamento real recuou 4,3% em março de 2015, 10ª taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto. Houve resultados negativos em 17 dos 18 ramos investigados, com destaque para meios de transporte (-8,4%), produtos de metal (-9,1%), metalurgia básica (-9,4%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-7,6%), máquinas e equipamentos (-2,9%), calçados e couro (-8,8%), borracha e plástico (-4,0%), outros produtos da indústria de transformação (-6,2%), papel e gráfica (-2,7%), fumo (-24,8%), indústrias extrativas (-1,9%), refino de petróleo e produção de álcool (-4,5%) e produtos têxteis (-3,4%). Por outro lado, o setor de madeira, com variação de 0,3%, assinalou a única taxa positiva nesse mês.

No acumulado no primeiro trimestre de 2015, o valor da folha de pagamento real recuou 4,9% e acentuou o ritmo de queda verificado no último trimestre de 2014 (-3,9%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. As taxas foram negativas nas 18 atividades pesquisadas, pressionado, principalmente, pelas quedas em meios de transporte (-8,8%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-11,1%), produtos de metal (-10,5%), máquinas e equipamentos (-3,7%), metalurgia básica (-7,2%), indústrias extrativas (-4,9%), outros produtos da indústria de transformação (-7,3%), calçados e couro (-8,7%), borracha e plástico (-3,9%), alimentos e bebidas (-1,2%) e papel e gráfica (-2,4%).

A taxa anualizada, ao mostrar redução de 2,8% em março de 2015, apontou o resultado negativo mais intenso desde janeiro de 2004 (-3,0%) e permaneceu com a trajetória descendente iniciada em janeiro de 2014 (1,6%).

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