quarta-feira, 19 de Agosto de 2015 13:06h

FAO destaca expertise brasileira no combate à insegurança alimentar

A experiência brasileira em fortalecer a agricultura familiar e ao mesmo tempo atender à população em situação de insegurança alimentar foi destacada pelo diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO)

A experiência brasileira em fortalecer a agricultura familiar e ao mesmo tempo atender à população em situação de insegurança alimentar foi destacada pelo diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano da Silva, durante a cerimônia de assinatura do Memorando de Entendimento entre a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a FAO.

“O memorando assinado nesta quarta-feira (19) prevê que o Brasil aplique treinamento e capacitação em outros países, principalmente nos de língua portuguesa, a partir do know-how da Conab. Isso traz uma nova realidade na gestão desse importante programa, que agora começa a ganhar força em outras partes do mundo”, ressaltou o presidente da Companhia, Rubens Rodrigues dos Santos.

Segundo o diretor-geral da FAO, a sociedade mostra-se cada vez mais preocupada em caminhar na linha da alimentação saudável, com a volta do consumo dos produtos in natura ou pouco processados. Nesse sentido, um dos desafios a ser superado é a questão da perda de alimentos.

“A perda de alimentos acontece por diversos motivos, entre eles a demora do produto chegar à mesa das pessoas. A experiência que a Conab desenvolveu, de ligar os produtores aos consumidores, deve ser compartilhada com todos os países, contribuindo com a diminuição dessas perdas”, ponderou o diretor da FAO.

Durante o evento, também foi anunciado a criação de uma rede para o fortalecimento dos Sistemas Públicos de Comercialização e abastecimento de Alimentos na América Latina e no Caribe. Nesta rede, Brasil, Bolívia, Chile, Costa Rica, Equador, Guatemala, Venezuela e México contarão com estratégias para melhorar os sistemas públicos de abastecimento de alimentos e o comércio regional de alimentos. A iniciativa conta com o apoio financeiro da FAO de R$ 1,56 milhão.

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