quinta-feira, 26 de Março de 2015 12:40h

Governo quer continente de prosperidade na agricultura

Ministra Kátia Abreu apresentou prioridades como dobrar a classe média rural e modernizar a Defesa Agropecuária em audiência na Câmara dos Deputados

Em audiência, nesta quarta-feira (25), na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, a ministra Kátia Abreu apresentou aos deputados as prioridades do Ministério da Agricultura para os próximos anos. Destacou as ações na defesa sanitária e o trabalho realizado para ampliar as exportações de produtos brasileiros.

Entre as medidas destinadas a ampliação das exportações, a defesa agropecuária terá “prioridade máxima”, garantiu a ministra. Lembrou ainda que ocorrerá o lançamento, previsto para 28 de abril, do Plano Nacional de Defesa Agropecuária, com presença de representantes de 80 países. “Queremos que o mundo perceba que a iniciativa privada e governo estão unidos, preocupados com o aprimoramento da defesa”, disse.

“Vamos estimular a independência financeira no campo”

Kátia Abreu colocou em evidência o projeto do Mapa destinado à classe média rural.  O quadro atual dessas famílias, afirmou, é de imensa pobreza e dispersão da renda, situação que o ministério pretende reverter garantindo produtividade e corrigindo imperfeições de mercado. “Será um programa pragmático. Não se trata de distribuir um pacote de benesses, muito pelo contrário. Vamos estimular a independência financeira desses produtores. Não queremos ilhas de prosperidade no campo, queremos um continente de prosperidade”, disse a ministra aos deputados.

Os deputados questionaram os eventuais impactos na agricultura provocados pelos ajustes fiscais implementados pelo governo federal. Kátia Abreu afirmou que não há motivo para preocupações e que o Mapa “não abrirá mão” de custeio agrícola, seguro agrícola e defesa agropecuária.

Moderforta e Plano Safra

O ministério continuará priorizando também, de acordo com Kátia Abreu, o Moderfrota, o Plano ABC e o programa de armazenagem.  “Fiquem tranquilos que nada acontecerá para prejudicar nossos produtores”, afirmou. “No Plano Safra, eu garanto a vocês que não teremos nenhum mecanismo que inviabilize a agricultura brasileira”, completou. Eventual aumento de juros na safra 2015/2016, disse, será “compatível” com a atual situação dos juros gerais no país.

A ministra disse ainda que a presidente Dilma Rousseff está empenhada em ajudar a  agropecuária e que o ministro Joaquim Levy (Fazenda) “tem enorme abertura para conhecer e dar prioridade ao setor”. “Temos um espaço interessante de diálogo e estou confiante que a agricultura responderá rápido e à altura do que a economia brasileira necessita”, reforçou.

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