quarta-feira, 20 de Janeiro de 2016 09:26h

Melhoria da renda leva 40 mil famílias a pedirem desligamento do Bolsa Família em Minas

Programa beneficia famílias pobres, com renda mensal de até R$ 154 per capita, e famílias em extrema pobreza, nas quais a renda mensal não ultrapassa R$ 77 per capita

Fatores como a melhoria da renda colaboraram para que 40.053 famílias beneficiárias do Bolsa Família (PBF) em Minas Gerais pedissem desligamento do programa, entre janeiro de 2015 e este primeiro mês de 2016. Segundo a Diretoria de Proteção Social Básica da Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese), em janeiro do ano passado, 1.139.962 famílias recebiam do PBF no estado. No mesmo mês deste ano, a quantidade de famílias beneficiárias diminuiu para 1.099.909, 3,5% a menos.
Também nesse período, o montante de benefícios pagos a famílias compreendidas como extremamente pobres foi reduzido, de 998.085 em janeiro de 2015, para 907.815 em janeiro de 2016, em 9% (90.270), pelo mesmo motivo: melhoria da renda dessas famílias.

 


Para a subsecretária de Assistência Social da Sedese, Simone Albuquerque, esses resultados demonstram a importância do Sistema Único de Assistência Social (Suas) na proteção das famílias quando precisam. “No caso do Bolsa Família, elas precisam da renda, então, o Suas tem uma efetividade nesse momento, mas também tem mostrado sua efetividade na prevenção das situações de vulnerabilidade. E a maior demonstração disso é a colaboração do sistema para que as famílias possam sair da extrema pobreza”, afirma.
O PBF beneficia famílias pobres, com renda mensal de até R$ 154 per capita, e famílias em extrema pobreza, nas quais a renda mensal não ultrapassa R$ 77 per capita. A Diretoria de Proteção Social Básica da Sedese constatou que a melhoria da renda das famílias ficou clara nos processos de atualização cadastral e nas solicitações de desligamento voluntário do PBF.
“Esses dados demonstram o êxito do PBF no combate à pobreza e evidenciam que o monitoramento trouxe mais foco para o programa em Minas, atingindo as famílias que atendem aos critérios”, aponta relatório da Diretoria de Proteção Básica. Ações como capacitação de gestores e de outros profissionais que trabalham diretamente com o PBF são apontadas como fundamentais para a obtenção desses resultados.

 



Capacitação
Em parceria com a Caixa Econômica Federal e com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), foram capacitados 1.791 profissionais nos municípios mineiros, sobre temas como CadÚnico, Sistema de Benefícios do Cidadão (Sibec) e Gestão do Cadastro Único e PBF.
Municípios com indicadores de Gestão do Programa Bolsa Família e do Cadastro Único abaixo da média estadual foram identificados pela Secretaria Nacional de Renda e Cidadania (Senarc), do MDS, e considerados prioritários para receber apoio técnico da Senarc/MDS e da Coordenação Estadual do PBF.
Dos 63 municípios mineiros apontados nessa situação, 42 integram o Programa Qualifica Suas. Em novembro de 2015, 21 deles passaram por uma oficina, na Cidade Administrativa, em que receberam o diagnóstico das ações do PBF e do CadÚnico e começaram a construir, com o apoio de técnicos da Sedese, um plano de acompanhamento para superação das dificuldades. Para este ano, estão previstas mais duas oficinas, com dois grupos de 21 municípios.

 


Está programada ainda a capacitação de entrevistadores do CadÚnico, coordenadores do PBF e treinamento de profissionais do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (Paif) e do (Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos) Paefi, sobre o Sistema de Condicionalidades do PBF.
“A expectativa para este ano é que o Suas avance e chegue até as famílias que ainda estão vivenciando situação de pobreza, porque não foram localizadas por nenhuma política do estado. Vamos lançar um programa que chegará às famílias em situação de pobreza rural, que moram em territórios isolados. E é lá que a assistência social vai chegar”, pondera Simone Albuquerque.

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