quinta-feira, 10 de Dezembro de 2015 09:51h Camila Maciel – Repórter da Agência Brasil

Ministério negocia distribuição de repelente de mosquito para grávidas

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, disse hoje (9), na capital paulista, que está em negociação com o Exército para produção de repelente que será distribuído para mulheres grávidas

“Nós sabemos que houve grande consumo de repelente. Nós estamos em contato com o laboratório do Exército, que fabrica normalmente esses repelentes para suas tropas. Entramos em contato e vamos estabelecer uma parceria”, declarou após evento do Seminário Lide, que reuniu mais de 400 lideranças empresariais da área da saúde.
Castro informou que os repelentes serão distribuídos somente para mulheres grávidas do país, com exceção do Rio Grande do Sul, onde o vírus Zika ainda não circula. “Estamos dando atenção especial às gestantes e mulheres em período fértil. É o nosso grande foco. É drama humano, de dimensões extraordinárias, uma mulher grávida saber que foi picada por um mosquito. Ela vai entrar, seguramente, em pânico, porque sabe das consequências que isso poderá trazer para o seu filho”, declarou.
O ministro destacou também a atenção à Região Nordeste, onde estão registrados o maior número de casos de microcefalia relacionados ao vírus Zika. O Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado ontem (8), mostra que são 1.761 casos suspeitos em 422 municípios brasileiros, sendo que Pernambuco permanece como o estado com o maior número de casos (804). O ministro reforçou a necessidade de as mulheres, além de usarem repelente, priorizem roupas que deixam o corpo encoberto e, se possível, coloquem tela nos apartamentos.

 

CASOS

Aumentou o número de casos de microcefalia no Brasil. E o Ministério da Saúde anunciou novas medidas para investigar o que isso tem a ver com a propagação do zika vírus. Em apenas uma semana, o número de casos suspeitos de microcefalia no país aumentou 41%. Passou de 1.248 para 1.761.
Pernambuco ainda é o estado com o maior número de casos: 804. Os bebês com malformação do cérebro nasceram em 13 estados e no Distrito Federal. O Ministério da Saúde investiga 19 mortes de crianças com suspeita de microcefalia provocada pelo zika vírus.
O ministério também anunciou a criação de um protocolo de emergência, um novo modelo de procedimento pra passar informações aos profissionais da saúde e equipes da vigilância.
“Nós sabemos que existe uma doença diferente acontecendo entre nós e que é grande, muito grande a ocorrência da microcefalia frente a uma situação normal”, diz Cláudio Maierovitch, do Ministério da Saúde.

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