quinta-feira, 19 de Março de 2015 13:27h

Produtos para combater a Helicoverpa armigera tiveram o uso prorrogado

Agricultores terão apoio legal para controlar a praga até o ano que vem

Os agrotóxicos aplicados para o controle da praga Helicoverpa armigera nas culturas de soja, milho e algodão, tiveram o uso emergencial prorrogado até 18 de março de 2016. Hoje, os estados de Alagoas, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Maranhão, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul estão na condição de emergência fitossanitária para a lagarta, que pode causar prejuízos ao agronegócio brasileiro. Estima-se que, na safra 2012/2013 de grãos e fibras de Bahia, por exemplo, os prejuízos causados pela praga foram de 2 bilhões de reais. A Instrução Normativa (IN) nº 3 que oficializa a decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira e pode ser conferida aqui (http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=8&data=19/03/2015).

Os principais produtos utilizados para o controle da praga são os que apresentam, em sua composição, alguns ingredientes ativos, como o Bacillus thuringiensis e o Baculovírus (este responsável por agir diretamente no sistema digestivo da lagarta).  Esses produtos foram mencionados, em 2013, no ato nº 15 elaborado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Dentre as medidas já adotadas pelo Ministério para o controle da praga, pode-se destacar, segundo o fiscal federal agropecuário Ériko Tadashi, a instituição do Grupo de Gerenciamento Situacional da Emergência Fitossanitária, que “tem o objetivo de identificar, propor e articular a implementação de ações emergenciais, ágeis e eficazes para contenção da praga, a fim de assegurar o completo restabelecimento da normalidade produtiva”. O Mapa também priorizou a análise dos processos que possibilitam o emprego de novos produtos para controle da praga.

Polifagia – A Helicoverpa armigera é uma espécie extremamente polífaga – as larvas da praga foram registradas em mais de 60 espécies de plantas cultivadas e silvestres e em cerca de 67 famílias hospedeiras.

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